Cinco meses após a pior tragédia climática da história de Juiz de Fora, que resultou em 60 mortes e deixou um rastro de destruição, o município começa a viabilizar financeiramente as obras de reconstrução mais urgentes.

Nesta terça-feira (14), a Câmara Municipal autorizou a prefeitura a contrair um empréstimo de R$ 86,4 milhões junto à Caixa Econômica Federal. O destino principal desse montante é tentar devolver a segurança à Estrada Engenheiro Gentil Forn.

A intervenção total está orçada em R$ 90,9 milhões, sendo que o município terá que arcar com uma contrapartida de R$ 4,5 milhões. 

Uma cicatriz na mobilidade e na segurança

A interdição da Gentil Forn, que se estende desde o desastre, não é apenas um problema de trânsito. Ela é o reflexo diário de uma encosta que ameaça ruir sobre a população. Geologicamente instável, a via conecta a Cidade Alta ao centro de Juiz de Fora e, desde o seu fechamento definitivo, transformou a rotina do município em um gargalo diário.

Segundo dados operacionais, o bloqueio força o desvio de aproximadamente 13 mil veículos por dia e obrigou a alteração de rota de 20 linhas de transporte coletivo, impactando diretamente a vida de mais de 52 mil moradores que dependem do trajeto.

A obra

As obras vão muito além de um novo asfalto. O plano é estabilizar de vez o maciço do Morro do Cristo com estruturas pesadas de contenção. A encosta será blindada com 1.100 metros de paredões ancorados e uma técnica de 'solo grampeado' que cobre uma área equivalente a 4.295 m². Um novo sistema de drenagem com 2 km de escadas de escoamento vai desviar a água da chuva antes que ela encharque a terra. Por fim, a Gentil Forn receberá pavimentação completa e passeios adaptados para pedestres

SMU - Árvore cai na Estr. Eng. Gentil Forn, próximo ao Privilége

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