Uma operação integrada deflagrada nesta terça-feira (18), mobilizou 72 policiais e representantes das forças de segurança para combater a atuação de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho na Zona da Mata mineira.
Denominada Operação Ícaros, a ação cumpriu 27 mandados em Miraí e Juiz de Fora.
Ao todo, as equipes cumpriram 11 mandados de prisão preventiva, dois de internação de adolescentes e 14 de busca e apreensão. Até o momento, 11 adultos foram presos e dois menores foram apreendidos. Durante as buscas, foram apreendidos três celulares, um drone, uma barra de maconha, uma porção de crack e uma balança de precisão.
Estrutura do "tribunal do crime"
As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apontam que o grupo possuía uma estrutura altamente organizada em Miraí e municípios vizinhos.
A rede contava com divisão de tarefas, logística própria para aquisição e venda de entorpecentes, circulação de armas de fogo, movimentação financeira por meio de laranjas e recrutamento de adolescentes.
Para evitar a ação do Estado, a quadrilha utilizava equipamentos como drones para monitorar a movimentação das forças de segurança. A investigação apurou ainda que integrantes do grupo aplicavam punições físicas e cobravam dívidas por meio de um "tribunal do crime", além de praticarem extorsão mediante sequestro, tortura e ameaças diretas a policiais militares.
Comando partia de dentro de presídio
De acordo com o MPMG, as lideranças da organização criminosa operavam mesmo encarceradas: as ordens partiam de detentos custodiados na Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires, localizada em Juiz de Fora.
A ofensiva reuniu o MPMG, a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Polícia Penal de Minas Gerais.