Juiz de Fora oficializou  neste sábado (22), a prorrogação do estado de calamidade pública por mais 180 dias. A medida, publicada no Decreto Municipal nº 17.955, ocorre seis meses depois das fortes chuvas de fevereiro, que deixaram 66 mortos na cidade e um rastro de destruição na infraestrutura urbana. 

Medidas e impactos do novo decreto

Além de permitir a continuidade dos trabalhos de infraestrutura nas áreas atingidas, a manutenção do decreto de calamidade é requisito técnico indispensável para assegurar direitos sociais aos trabalhadores e famílias prejudicadas pelas tempestades.

Dessa forma, a cidade mantém autorizadas as compras e obras emergenciais sem licitação, além da entrada em propriedades privadas para prestação de socorro ou evacuações imediatas em locais de risco.

47 ruas seguem evacuadas

Embora mais de 9 mil chamados da Defesa Civil tenham sido concluídos, a cidade ainda tem 47 ruas evacuadas e 26 totalmente interditadas, conforme última atualização do executivo. Bairros como Três Moinhos e trechos do Esplanada tiveram desocupação decretada em caráter definitivo por inviabilidade do solo.

A prefeitura informou que segue executando a demolição de imóveis condenados, como na Rua Maranhão, no bairro São Bernardo, iniciada nesta sexta (21), e a liberação de auxílios financeiros para a população desabriga, em meio a cobranças na Justiça promovidas pela Defensoria Pública por melhorias preventivas nas áreas atingidas.

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