Uma organização criminosa investigada pelo furto e comercialização de cabos de cobre movimentou mais de R$150 milhões, segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A 2ª Promotoria de Justiça de Visconde do Rio Branco ofereceu quatro denúncias contra 26 pessoas investigadas por integrar o grupo, que teria atuado entre 2020 e 2025 em municípios da Zona da Mata, incluindo Juiz de Fora, além de Visconde do Rio Branco, Ubá, Leopoldina, Matias Barbosa, São João Nepomuceno e Barbacena.

Segundo as investigações, o grupo era estruturado em diferentes núcleos, responsáveis pela execução dos furtos, articulação e logística, receptação e processamento do cobre, liderança financeira e receptação interestadual.

O núcleo executor seria responsável por escolher os alvos e retirar os cabos das redes de concessionárias de telefonia, internet e energia elétrica. Parte dos investigados teria experiência profissional no setor de telecomunicações e utilizado conhecimentos técnicos para facilitar os crimes.

Para evitar suspeitas, os integrantes usariam uniformes, crachás falsificados, veículos caracterizados, cones de sinalização e documentos adulterados, simulando a realização de serviços de manutenção.

As investigações apontaram ainda que o cobre furtado era armazenado e processado para dificultar a identificação da origem. Entre os procedimentos estavam a remoção de revestimentos e a queima de fios, aumentando também o valor de revenda do material.

Segundo o MPMG, o grupo comercializava o cobre para compradores de outros estados. Empresários e comerciantes de sucatas de Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro também foram investigados por supostamente adquirir grandes quantidades do material de origem ilícita e posteriormente processá-lo e reinseri-lo no mercado formal.

As apurações identificaram, além da movimentação superior a R$150 milhões, o uso de contas bancárias de terceiros e empresas para movimentação de recursos supostamente provenientes das atividades criminosas.

Nas denúncias, o MPMG atribui aos investigados, conforme a participação de cada um, os crimes de organização criminosa, receptação qualificada e lavagem de capitais. O órgão também requereu indenizações pelos danos causados às concessionárias atingidas e por danos morais coletivos.

Os furtos de cabos podem provocar interrupções nos serviços de telefonia, internet e energia elétrica, além de gerar prejuízos econômicos e comprometer a segurança das comunidades afetadas.

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Empresários | Furto | Grupo

MPMG - Reprodução

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