A presença feminina na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai alcançar um marco histórico na 21ª Legislatura, que se inicia em fevereiro de 2027. O eleitorado mineiro elegeu 20 deputadas estaduais, consolidando o maior contingente de mulheres na história do Parlamento mineiro. No entanto, a participação masculina ainda é maior.

O resultado reflete uma trajetória consistente de avanço. Desde o pleito de 2014, quando apenas 5 parlamentares foram eleitas, a bancada feminina quadruplicou de tamanho. Apesar do crescimento expressivo em relação ao recorde anterior das urnas, de 15 mulheres eleitas em 2022, a representação feminina ainda permanece distante da paridade em relação à população, totalizando cerca de 26% das 77 cadeiras do Legislativo estadual. As informações são da ALMG.

Reeleição e novas vozes 

Um dos principais destaques do pleito foi o desempenho das parlamentares que já exerciam mandato: todas as 14 deputadas que disputaram a reeleição conseguiram renovar seus mandatos.

Entre elas, a deputada Beatriz Cerqueira (PT) despontou como a candidata mais votada do bloco feminino e a segunda mais votada no resultado geral do estado.

Deputadas Reeleitas (14)

PL: Alê Portela, Amanda Teixeira Dias, Delegada Sheila e Marli Ribeiro

PT: Ana Paula Siqueira, Andréia de Jesus, Beatriz Cerqueira, Leninha e Macaé Evaristo

PP: Chiara Biondini e Nayara Rocha

Avante: Carol Caram

Republicanos: Lud Falcão

PSDB: Maria Clara

A nova formação contará também com seis parlamentares estreantes na ALMG:

PL: Marilia Amaral e Roberta Lopes

PT: Adriana Souza

PDT: Dra. Laís Santiago

Pode: Flávia Borja

Psol: Iza Lourença

Movimentações na atual legislatura

A transição para a próxima legislatura também é marcada pela movimentação de nomes importantes da atual bancada. As deputadas Bella Gonçalves (PT) e Lohanna (PV) foram eleitas para a Câmara dos Deputados e assumirão mandatos em Brasília. Já a deputada Ione Pinheiro (União) deixou de concorrer ao pleito estadual após ser eleita conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG).

A evolução histórica da bancada feminina na ALMG

A conquista atual contrasta drasticamente com o histórico das primeiras décadas do Legislativo mineiro, no qual a presença de mulheres era pontual e, por vezes, inexistente. Nas legislaturas dos anos 1970 e 1980, por exemplo, o parlamento chegou a ter apenas uma integrante ou nenhuma do sexo feminino.

Período Deputadas Eleitas
1963 – 1999 0 a 3
1999 – 2003 4
2003 – 2015 4 a 10
2015 – 2019 5
2019 – 2023 10
2023 – 2027 15
2027 – 2031 20

O desafio da igualdade nos espaços de poder

A consolidação de 20 bancadas femininas indica uma mudança no comportamento eleitoral e o fortalecimento de candidaturas de mulheres em diferentes espectros políticos, do campo progressista ao conservador. Contudo, analistas apontam que a participação proporcional na ALMG, embora em patamar recorde, reforça a necessidade contínua de políticas públicas e incentivos partidários para ampliar a presença das mulheres nos tomadores de decisão políticos.

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