A Justiça concedeu liberdade provisória a uma mulher de 44 anos, presa em flagrante por suspeita de injúria racial e lesão corporal contra clientes de sua loja, na Avenida Getúlio Vargas, em Juiz de Fora. Ela foi encaminhada à Penitenciária José Edson Cavaliere no sábado(10), mas recebeu alvará de soltura no mesmo dia.
Na decisão, o juiz Thiago Brega de Assis considerou que não havia elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva e destacou a necessidade de novas diligências, incluindo a análise de imagens de câmeras de segurança.
Segundo o boletim de ocorrência, o caso teria começado após um desacordo comercial. As vítimas relataram que a comerciante impediu a entrada delas no estabelecimento e teria feito comentários discriminatórios relacionados à condição socioeconômica. Ainda conforme o registro policial, a mulher teria chamado as clientes de “macaca” e imitado gestos do animal.
Durante a prisão, a investigada teria resistido à abordagem policial, jogando-se ao chão para dificultar a ação dos agentes, sendo necessário o uso de algemas. A movimentação foi filmada por pessoas que estavam do lado de fora do estabelecimento.
Com a decisão judicial, a mulher deverá cumprir medidas cautelares, como comparecer aos atos do processo quando intimada e comunicar previamente eventuais mudanças de endereço. A investigação continua, e a concessão da liberdade provisória não significa absolvição.
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