Onda de manifestações chega a JF nesta segunda-feira

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Passeata vai sair da Praça de São Mateus às 17h45, em direção ao Parque Halfeld. Até sábado, mais de 5 mil pessoas confirmaram presença pelo Facebook
Raphael Placido
Repórter
15/06/2013
protesto

Os protestos iniciados em São Paulo, a princípio contra o aumento das passagens de ônibus, vêm se repetindo em todo o país. Nesta segunda-feira, 17 de junho, a onda de manifestações chega a Juiz de Fora. Um página, intitulada Protesto Junta Brasil (Juiz de Fora) foi criada no Facebook por três estudantes. Até a manhã de sábado, 15, 5.474 pessoas já haviam confirmado presença no protesto.

A ideia do grupo é se concentrar às 16h30 na Praça de São Mateus e, de lá, partir em direção ao Parque Halfeld. A saída está prevista para 17h45, cruzando parte da Itamar Franco e da Rio Branco. A data, aliás, deverá ser histórica em todo o país. Mais de 50 cidades, além de Juiz de Fora, confirmaram protestos para o mesmo horário.

Mas, afinal, o que querem os manifestantes? Segundo a descrição do grupo, a intenção é "convocar a grande massa de Juiz de Fora para mostrarmos aos governantes que não é só por causa de R$ 0,20 que o brasileiro está revoltado. Isto foi apenas um estopim. Já cansamos de ser tratados com indiferença, por um governo que faz as pessoas pensarem que tem que aceitar tudo, sem poder ao menos reivindicar os seus direitos como cidadão".

Os manifestantes, portanto, pretendem reclamar de vários pontos, como os gastos da Copa do Mundo, a desvalorização dos trabalhadores, a corrupção, e o caos no sistema de transporte público.

Organização não quer atos de vandalismo nem bandeiras de partidos

Um dos organizadores do protesto é o estudante de História Arthur Cabral. Ele conta que, junto com outros estudantes e amigos, começou a ver a proporção dos acontecimentos em São Paulo e chegou à conclusão de era necessário fazer algo em JF também. Em pouquíssimo tempo, a ideia dos jovens tomou grande proporção e já começa a mobilizar a cidade.

Arthur insiste em lembrar aos participantes que trata-se de um protesto pacífico e apartidário. "Não queremos nenhum ato de vandalismo. É um movimento pacífico. Haverá crianças lá. Pedimos, inclusive, que as pessoas não usem máscaras. Também optamos pela não utilização de bandeiras de partidos políticos. É um movimento da sociedade como um todo, que está indignada, e não de setores políticos". explica.

Léo Melo é colega de república de Arthur. O estudante de Física também faz parte da organização da passeata e afirma que "o grupo está acompanhando o que deu errado nas manifestações em outras cidades para que não se repitam em Juiz de Fora". Segundo eles, a Polícia Militar já foi avisada sobre a manifestação e dará cobertura aos manifestantes. "A PM apoiou o movimento. Eles foram delicadíssimos com a gente. Nós não queremos dar margem para nenhum problema", finaliza Arthur, que aproveita para convocar os cidadãos de JF: "Não é um protesto só de estudantes, é de toda a sociedade. Para todo mundo que está revoltado".

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Onda de manifestações chega a JF nesta segunda-feira

Passeata vai sair da Praça de São Mateus às 17h45, em direção ao Parque Halfeld. Até sábado, mais de 5 mil pessoas confirmaram presença pelo Facebook

Raphael Placido
Repórter
15/06/2013
protesto

Os protestos iniciados em São Paulo, a princípio contra o aumento das passagens de ônibus, vêm se repetindo em todo o país. Nesta segunda-feira, 17 de junho, a onda de manifestações chega a Juiz de Fora. Um página, intitulada Protesto Junta Brasil (Juiz de Fora) foi criada no Facebook por três estudantes. Até a manhã de sábado, 15, 5.474 pessoas já haviam confirmado presença no protesto.

A ideia do grupo é se concentrar às 16h30 na Praça de São Mateus e, de lá, partir em direção ao Parque Halfeld. A saída está prevista para 17h45, cruzando parte da Itamar Franco e da Rio Branco. A data, aliás, deverá ser histórica em todo o país. Mais de 50 cidades, além de Juiz de Fora, confirmaram protestos para o mesmo horário.

Mas, afinal, o que querem os manifestantes? Segundo a descrição do grupo, a intenção é "convocar a grande massa de Juiz de Fora para mostrarmos aos governantes que não é só por causa de R$ 0,20 que o brasileiro está revoltado. Isto foi apenas um estopim. Já cansamos de ser tratados com indiferença, por um governo que faz as pessoas pensarem que tem que aceitar tudo, sem poder ao menos reivindicar os seus direitos como cidadão".

Os manifestantes, portanto, pretendem reclamar de vários pontos, como os gastos da Copa do Mundo, a desvalorização dos trabalhadores, a corrupção, e o caos no sistema de transporte público.

Organização não quer atos de vandalismo nem bandeiras de partidos

Um dos organizadores do protesto é o estudante de História Arthur Cabral. Ele conta que, junto com outros estudantes e amigos, começou a ver a proporção dos acontecimentos em São Paulo e chegou à conclusão de era necessário fazer algo em JF também. Em pouquíssimo tempo, a ideia dos jovens tomou grande proporção e já começa a mobilizar a cidade.

Arthur insiste em lembrar aos participantes que trata-se de um protesto pacífico e apartidário. "Não queremos nenhum ato de vandalismo. É um movimento pacífico. Haverá crianças lá. Pedimos, inclusive, que as pessoas não usem máscaras. Também optamos pela não utilização de bandeiras de partidos políticos. É um movimento da sociedade como um todo, que está indignada, e não de setores políticos". explica.

Léo Melo é colega de república de Arthur. O estudante de Física também faz parte da organização da passeata e afirma que "o grupo está acompanhando o que deu errado nas manifestações em outras cidades para que não se repitam em Juiz de Fora". Segundo eles, a Polícia Militar já foi avisada sobre a manifestação e dará cobertura aos manifestantes. "A PM apoiou o movimento. Eles foram delicadíssimos com a gente. Nós não queremos dar margem para nenhum problema", finaliza Arthur, que aproveita para convocar os cidadãos de JF: "Não é um protesto só de estudantes, é de toda a sociedade. Para todo mundo que está revoltado".

Onda de manifestações chega a JF nesta segunda-feira

Passeata vai sair da Praça de São Mateus às 17h45, em direção ao Parque Halfeld. Até sábado, mais de 5 mil pessoas confirmaram presença pelo Facebook

Raphael Placido
Repórter
15/06/2013

Os protestos iniciados em São Paulo, a princípio contra o aumento das passagens de ônibus, vêm se repetindo em todo o país. Nesta segunda-feira, 17 de junho, a onda de manifestações chega a Juiz de Fora. Um página, intitulada Protesto Junta Brasil (Juiz de Fora) foi criada no Facebook por três estudantes. Até a manhã de sábado, 15, 5.474 pessoas já haviam confirmado presença no protesto.

A ideia do grupo é se concentrar às 16h30 na Praça de São Mateus e, de lá, partir em direção ao Parque Halfeld. A saída está prevista para 17h45, cruzando parte da Itamar Franco e da Rio Branco. A data, aliás, deverá ser histórica em todo o país. Mais de 50 cidades, além de Juiz de Fora, confirmaram protestos para o mesmo horário.

Mas, afinal, o que querem os manifestantes? Segundo a descrição do grupo, a intenção é "convocar a grande massa de Juiz de Fora para mostrarmos aos governantes que não é só por causa de R$ 0,20 que o brasileiro está revoltado. Isto foi apenas um estopim. Já cansamos de ser tratados com indiferença, por um governo que faz as pessoas pensarem que tem que aceitar tudo, sem poder ao menos reivindicar os seus direitos como cidadão".

Os manifestantes, portanto, pretendem reclamar de vários pontos, como os gastos da Copa do Mundo, a desvalorização dos trabalhadores, a corrupção, e o caos no sistema de transporte público.

Organização não quer atos de vandalismo nem bandeiras de partidos

Um dos organizadores do protesto é o estudante de História Arthur Cabral. Ele conta que, junto com outros estudantes e amigos, começou a ver a proporção dos acontecimentos em São Paulo e chegou à conclusão de era necessário fazer algo em JF também. Em pouquíssimo tempo, a ideia dos jovens tomou grande proporção e já começa a mobilizar a cidade.

Arthur insiste em lembrar aos participantes que trata-se de um protesto pacífico e apartidário. "Não queremos nenhum ato de vandalismo. É um movimento pacífico. Haverá crianças lá. Pedimos, inclusive, que as pessoas não usem máscaras. Também optamos pela não utilização de bandeiras de partidos políticos. É um movimento da sociedade como um todo, que está indignada, e não de setores políticos". explica.

Léo Melo é colega de república de Arthur. O estudante de Física também faz parte da organização da passeata e afirma que "o grupo está acompanhando o que deu errado nas manifestações em outras cidades para que não se repitam em Juiz de Fora". Segundo eles, a Polícia Militar já foi avisada sobre a manifestação e dará cobertura aos manifestantes. "A PM apoiou o movimento. Eles foram delicadíssimos com a gente. Nós não queremos dar margem para nenhum problema", finaliza Arthur, que aproveita para convocar os cidadãos de JF: "Não é um protesto só de estudantes, é de toda a sociedade. Para todo mundo que está revoltado".