Paulo César Paulo César 15/9/2012

Os zumbis voltam às telonas no apocalíptico Resident Evil 5: Retribuição

Há dez anos chegava aos cinemas a adaptação cinematográfica de um dos games mais cultuados de todos os tempos, Resident Evil. Com algumas modificações que desagradaram os fãs mais fervorosos, o longa ainda conseguiu ir bem nas bilheterias e conseguiu sua própria legião de seguidores. Agora, após três sequencias, Resident Evil 5: Retribuição entra em cartaz, em 3D, com ação quase ininterrupta, Mila Jovovic botando para quebrar e, claro, as bizarras criaturas mortas-vivas infestando a tela.

Depois de perder os poderes e enfrentar o poderoso exército da Umbrella Corporation no quarto filme, Alice (Mila Jovovic) se vê prisioneira de Jill Valentine (Sienna Guilory) que está sob controle mental da Rainha Vermelha, a inteligência artificial que comanda a megaempresa. Mas, com a ajuda de seu grande inimigo Wesker (Shawn Roberts), Ada Wong (Li Bingbing) e de outros aliados, como o intrépido Leon Kennedy (Johann Urb) tentará escapar do grande complexo da corporação no extremo norte da Rússia, pois ela é a chave para encontrar uma arma que será a grande salvação do planeta.

Novamente, o roteiro que Paul W. S. Anderson elaborou preza muito pouco pelo senso lógico, e desvirtua em contexto da história iniciada em 2002. Apesar de ter elaborado um universo paralelo ao criado pela Capcom, as referências dos games pipocam na tela, como os cenários e as monstruosidades diversas (como os infectados pelo parasita La Plaga do jogo RE4) com o intuito de encorpar a trama. Poucas palavras saem da boca de Alice que se limita a dar tiros de armas quase infinitas e pontapés que quebram os pescoços de zumbis mais ágeis e vorazes. O estranho de tudo é que ela perdeu os poderes no filme anterior, e se torna uma forçada de barra ela ainda estar tão invencível.

O diretor, que é marido da protagonista, gosta de colocar em cena tudo o que tem à disposição. As câmeras-lentas, a imagem dos projéteis perfurando cérebros e explosões variadas tiveram um upgrade por conta dos efeitos em 3D, mas aos poucos se tornam exageradas demais. E se o público para e observa, muitas cenas são muito parecidas com outras dos filmes anteriores, o que mostra falta de criatividade no mote cinematográfico de Anderson.

Se tivesse dado mais importância aos personagens secundários, como o icônico Leon Kennedy, talvez conseguisse agradar mais os fãs do jogo e ainda ganharia em ação, mas como concentra todos os movimentos em Alice, tudo acaba ficando cansativo. O personagem Rain (Michelle Rodriguez) retornou à saga e mesmo assim não ganhou o tempo e importância suficientes em cena que justificasse o regresso. Em meio a toda truculência, a pequena Becky (Aryana Engineer) é a tentativa do diretor de levar algo parecido com afeto para a trama central, mas que também fica na superficialidade.

Por incrível que pareça, Resident Evil 5: Retribuição ainda é melhor que os dois anteriores e pode dar o gás financeiro que os produtores esperam para encerrar a epopéia apocalíptica no sexto filme. Para os seguidores do longa, já começa a despertar aquele arzinho melancólico pelo fim de uma grande aventura, e para os fãs do jogo começa o alívio pelo fim da tortura que é assistir o universo que tanto adora sofrer mudanças tão incômodas.


Paulo César da Silva é estudante de Jornalismo e autodidata em Cinema.
Escreveu e dirigiu um curta-metragem em 2010, Nicotina 2mg.

Paulo César Paulo César 15/9/2012

Os zumbis voltam às telonas no apocalíptico Resident Evil 5: Retribuição

Há dez anos chegava aos cinemas a adaptação cinematográfica de um dos games mais cultuados de todos os tempos, Resident Evil. Com algumas modificações que desagradaram os fãs mais fervorosos, o longa ainda conseguiu ir bem nas bilheterias e conseguiu sua própria legião de seguidores. Agora, após três sequencias, Resident Evil 5: Retribuição entra em cartaz, em 3D, com ação quase ininterrupta, Mila Jovovic botando para quebrar e, claro, as bizarras criaturas mortas-vivas infestando a tela.

Depois de perder os poderes e enfrentar o poderoso exército da Umbrella Corporation no quarto filme, Alice (Mila Jovovic) se vê prisioneira de Jill Valentine (Sienna Guilory) que está sob controle mental da Rainha Vermelha, a inteligência artificial que comanda a megaempresa. Mas, com a ajuda de seu grande inimigo Wesker (Shawn Roberts), Ada Wong (Li Bingbing) e de outros aliados, como o intrépido Leon Kennedy (Johann Urb) tentará escapar do grande complexo da corporação no extremo norte da Rússia, pois ela é a chave para encontrar uma arma que será a grande salvação do planeta.

Novamente, o roteiro que Paul W. S. Anderson elaborou preza muito pouco pelo senso lógico, e desvirtua em contexto da história iniciada em 2002. Apesar de ter elaborado um universo paralelo ao criado pela Capcom, as referências dos games pipocam na tela, como os cenários e as monstruosidades diversas (como os infectados pelo parasita La Plaga do jogo RE4) com o intuito de encorpar a trama. Poucas palavras saem da boca de Alice que se limita a dar tiros de armas quase infinitas e pontapés que quebram os pescoços de zumbis mais ágeis e vorazes. O estranho de tudo é que ela perdeu os poderes no filme anterior, e se torna uma forçada de barra ela ainda estar tão invencível.

O diretor, que é marido da protagonista, gosta de colocar em cena tudo o que tem à disposição. As câmeras-lentas, a imagem dos projéteis perfurando cérebros e explosões variadas tiveram um upgrade por conta dos efeitos em 3D, mas aos poucos se tornam exageradas demais. E se o público para e observa, muitas cenas são muito parecidas com outras dos filmes anteriores, o que mostra falta de criatividade no mote cinematográfico de Anderson.

Se tivesse dado mais importância aos personagens secundários, como o icônico Leon Kennedy, talvez conseguisse agradar mais os fãs do jogo e ainda ganharia em ação, mas como concentra todos os movimentos em Alice, tudo acaba ficando cansativo. O personagem Rain (Michelle Rodriguez) retornou à saga e mesmo assim não ganhou o tempo e importância suficientes em cena que justificasse o regresso. Em meio a toda truculência, a pequena Becky (Aryana Engineer) é a tentativa do diretor de levar algo parecido com afeto para a trama central, mas que também fica na superficialidade.

Por incrível que pareça, Resident Evil 5: Retribuição ainda é melhor que os dois anteriores e pode dar o gás financeiro que os produtores esperam para encerrar a epopéia apocalíptica no sexto filme. Para os seguidores do longa, já começa a despertar aquele arzinho melancólico pelo fim de uma grande aventura, e para os fãs do jogo começa o alívio pelo fim da tortura que é assistir o universo que tanto adora sofrer mudanças tão incômodas.


Paulo César da Silva é estudante de Jornalismo e autodidata em Cinema.
Escreveu e dirigiu um curta-metragem em 2010, Nicotina 2mg.

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Paulo César Paulo César 15/9/2012

Os zumbis voltam às telonas no apocalíptico Resident Evil 5: Retribuição

Há dez anos chegava aos cinemas a adaptação cinematográfica de um dos games mais cultuados de todos os tempos, Resident Evil. Com algumas modificações que desagradaram os fãs mais fervorosos, o longa ainda conseguiu ir bem nas bilheterias e conseguiu sua própria legião de seguidores. Agora, após três sequencias, Resident Evil 5: Retribuição entra em cartaz, em 3D, com ação quase ininterrupta, Mila Jovovic botando para quebrar e, claro, as bizarras criaturas mortas-vivas infestando a tela.

Depois de perder os poderes e enfrentar o poderoso exército da Umbrella Corporation no quarto filme, Alice (Mila Jovovic) se vê prisioneira de Jill Valentine (Sienna Guilory) que está sob controle mental da Rainha Vermelha, a inteligência artificial que comanda a megaempresa. Mas, com a ajuda de seu grande inimigo Wesker (Shawn Roberts), Ada Wong (Li Bingbing) e de outros aliados, como o intrépido Leon Kennedy (Johann Urb) tentará escapar do grande complexo da corporação no extremo norte da Rússia, pois ela é a chave para encontrar uma arma que será a grande salvação do planeta.

Novamente, o roteiro que Paul W. S. Anderson elaborou preza muito pouco pelo senso lógico, e desvirtua em contexto da história iniciada em 2002. Apesar de ter elaborado um universo paralelo ao criado pela Capcom, as referências dos games pipocam na tela, como os cenários e as monstruosidades diversas (como os infectados pelo parasita La Plaga do jogo RE4) com o intuito de encorpar a trama. Poucas palavras saem da boca de Alice que se limita a dar tiros de armas quase infinitas e pontapés que quebram os pescoços de zumbis mais ágeis e vorazes. O estranho de tudo é que ela perdeu os poderes no filme anterior, e se torna uma forçada de barra ela ainda estar tão invencível.

O diretor, que é marido da protagonista, gosta de colocar em cena tudo o que tem à disposição. As câmeras-lentas, a imagem dos projéteis perfurando cérebros e explosões variadas tiveram um upgrade por conta dos efeitos em 3D, mas aos poucos se tornam exageradas demais. E se o público para e observa, muitas cenas são muito parecidas com outras dos filmes anteriores, o que mostra falta de criatividade no mote cinematográfico de Anderson.

Se tivesse dado mais importância aos personagens secundários, como o icônico Leon Kennedy, talvez conseguisse agradar mais os fãs do jogo e ainda ganharia em ação, mas como concentra todos os movimentos em Alice, tudo acaba ficando cansativo. O personagem Rain (Michelle Rodriguez) retornou à saga e mesmo assim não ganhou o tempo e importância suficientes em cena que justificasse o regresso. Em meio a toda truculência, a pequena Becky (Aryana Engineer) é a tentativa do diretor de levar algo parecido com afeto para a trama central, mas que também fica na superficialidade.

Por incrível que pareça, Resident Evil 5: Retribuição ainda é melhor que os dois anteriores e pode dar o gás financeiro que os produtores esperam para encerrar a epopéia apocalíptica no sexto filme. Para os seguidores do longa, já começa a despertar aquele arzinho melancólico pelo fim de uma grande aventura, e para os fãs do jogo começa o alívio pelo fim da tortura que é assistir o universo que tanto adora sofrer mudanças tão incômodas.


Paulo César da Silva é estudante de Jornalismo e autodidata em Cinema.
Escreveu e dirigiu um curta-metragem em 2010, Nicotina 2mg.