Material escolar Na hora de fazer as compras, é importante que os pais pesquisem Procon orienta o que é preciso observar

Sílvia Zoche
Repórter

Volta às aulas com caderno, lápis, borracha, pasta... tudo cheirando a novo. No segundo semestre, a garotada também fica doida para chegar com material zero bala e mostrar as novidades aos colegas de turma. É bom demais! Isto no ponto de vista do aluno, porque no momento de tirar o dinheiro do bolso, existem outros requisitos que influenciam a compra do material escolar.

Aline Lopes Silva A supervisora de vendas de uma papelaria da cidade, Aline Lopes Silva (foto ao lado), conta que, no final de julho, sempre existem pais que vão fazer compras, acompanhados de uma mini-lista. "Às vezes, o pai compra somente uma parte da lista no início do ano, pensando que a escola não vai usar tudo e, no segundo semestre, acabam tendo que comprar o restante", diz Aline.

Maria Aparecida C. Castro Para a advogada do Procon/JF, Maria Aparecida C. Castro (foto ao lado), deixar para o segundo semestre não é uma boa pedida. "Acho que não é tão interessante fazer as compras no meio do ano. Na realidade, no começo do primeiro semestre todos os pais estão comprando os materiais e as papelarias têm interesse de estar fazendo um valor diferente, com um percentual menor. E é bom lembrar que este é o momento exato em que os órgãos de defesa do consumidor estão pesquisando, também, para ver quem está vendendo mais barato", diz Aparecida.

Taxa de material escolar
Foto: ACESSA.com A taxa de material escolar pode ser pedida pelos colégios, ao invés dos pais terem que comprar o material. O mais comum é pedirem a lista adicionada à taxa, esta referente a apostilas, livros que serão adquiridos durante o ano, CD's, disquetes, papel higiênico...

Mas as escolas podem cobrar esta taxa? De acordo com a advogada do Procon, podem sim, desde que no contrato assinado pelo responsável esteja bem claro que a taxa será cobrada no início e no meio do ano. Maria Aparecida conclui dizendo que, apesar disso, ela acha que alguns pedidos têm quantias exageradas, como papel ofício e higiênicos. "É muita coisa. Eu acho que não tem tanta necessidade. Seria até bom nós estarmos conversando com os pais de alunos para saber se os pedidos estão realmente fora da realidade", conclui.

Foto: ACESSA.com Foto: ACESSA.com

Para Aline, as quantidades pedidas são realmente necessárias, tanto que existem pais que precsam comprar mais material na metade do ano. "As listas maiores são no período de alfabetização e as crianças usam muito lápis de cor, de cera e vários tipos de papéis. Além disso, as listas de colégios diferentes são sempre muito parecidas".

Mas as reclamações dos pais não ficam somente na quantidade. "São vários pedidos novos que na época em que os pais estudavam não existiam. Hoje, pede-se fone de ouvido, CD e disquete para computador. Os pais acham um absurdo, mas o que surge de novo é em função do avanço da tecnologia", argumenta.

Foto: ACESSA.com Foto: ACESSA.com

Uma coisa é certa. Impedir a permanência do aluno nas atividades escolares por não ter entregado o material escolar é totalmente errado. "O aluno jamais pode ser exposto ao ridículo. A escola possui meios eficazes para exigir a lista do material, que seria propor uma ação de execução contra o pai daquele aluno. A criança nunca pode ser atingida", explica Aparecida.

Procon/JF
No mês de janeiro, o Procon envia o fiscal a algumas papelarias da cidade (Juiz de Fora tem cerca de 60) para verificar se existe diferença de preço de uma para outra. No começo de 2004, durante uma semana, foram pesquisadas oito papelarias, 26 itens de material escolar, com aproximadamente três marcas de cada. Na época, um dos itens que apresentou maior variação foi a lapiseira da marca Pentel, que teve seu preço oscilando entre R$ 2,90 a R$ 6,10.

Maria Aparecida diz que o Procon encontra, em diferentes papelarias, produtos de mesma marca com 300% de diferença no preço. "É um percentual bem alto", diz.


O que comprar

Foto: ACESSA.com Foto: ACESSA.com

Fazer uma lista antes de sair de casa é essencial. Chegar na papelaria e ir escolhendo produtos na prateleira de forma aleatória é uma cilada. De preferência, imprima algumas cópias da relação e vá a diversas papelarias. Em cada uma das listas, você anota o preço de cada produto.

Outro item essencial: uma calculadora. Como é costume encontrar preços menores em lugares diferentes, você vai perceber que ao somar os menores preços, os centavos farão uma grande diferença.

Para finalizar, lembre-se que é importante estar com tempo disponível, paciência, sapatos bem confortáveis (pesquisa é sinônimo de muito chão pela frente e economia de dinheiro) e sem os filhos por perto. A supervisora Aline conta que os pais sempre gastam mais quando levam as crianças às compras.

Conteúdo Recomendado

Comentários

Ao postar comentários o internauta concorda com os termos de uso e responsabilidade do site.