SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Tina Turner, morta nesta quarta-feira (24), se chamava Anna Mae Bullock quando nasceu. Ela mudou de nome a contragosto, no início da sua carreira, por causa de Ike Turner, que na época ainda era seu marido.

Turner contou à Oprah Winfrey em 2013 que a mudança ocorreu sem o seu consentimento após ela gravar a música "A Fool In Love", em 1960.

"O problema de Ike era que ele sempre quis ser uma estrela. Então mudou o nome para Ike e o meu para Tina, que era um nome feito por ele. Foi patenteado para que ele pudesse ser meu dono", afirmou a cantora em entrevista à apresentadora. A ideia de Ike era que, se Turner deixasse a banda deles, ele poderia substituí-la e continuar usando o nome.

O casamento de Turner e Ike foi marcado por violência e controle desde o princípio. Além de bater na cantora, Ike tinha o costume de traí-la, praticar sexo violento e não consensual e de obrigá-la a cantar mesmo que a artista não estivesse se sentindo bem.

"Primeiro, ele verbalmente abusivo. Depois, ele pegou um pedaço de madeira. Ike sabia o que estava fazendo. Se você toca guitarra, você nunca usa seus punhos numa briga. Ele usava a madeira para me bater na cabeça --sempre na cabeça", narra a cantora no livro "Minha História de Amor", de 2018.


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