O Cinema Alameda, em Juiz de Fora, recebe nesta terça-feira (21) uma sessão especial e gratuita do projeto Tela Brasileira, com a exibição de cinco curtas-metragens que abordam temas como diversidade, cidadania e direitos humanos. A programação começa às 19h e será seguida por um debate com diretores, produtores e convidados ligados às produções exibidas.
Além de marcar o início da programação do FESTICIDI 2026, a sessão também revelará o tema da próxima edição do festival, que homenageará o estado do Rio de Janeiro. A proposta é aproximar diferentes territórios, culturas e experiências por meio do cinema, valorizando produções que discutem direitos humanos, diversidade e cidadania.
Entre os destaques da mostra está "Caminhos", dirigido por Clara Estolano e produzido pela CineFanon Filmes. Construído no formato de fotofilme, o curta acompanha adolescentes autores de atos infracionais atendidos pelo Centro Socioeducativo de Juiz de Fora e transforma fotografias produzidas pelos próprios jovens durante uma oficina em uma narrativa sobre identidade, recomeços e possibilidades de transformação por meio da arte.
Outro filme da programação é "Elementos da Educação: Aprendendo com a Natureza", dirigido por Lilian Gil. A produção reúne trabalhos desenvolvidos por estudantes de 9 a 11 anos do Instituto Estadual de Educação de Juiz de Fora durante oficinas de cinema realizadas com celulares. Inspiradas nos elementos da natureza, as crianças constroem pequenas narrativas audiovisuais que estimulam a criatividade e novas formas de aprendizagem.
Também integra a seleção "Vitória Régia – A Resposta Somos Nós", de Denis Kamioka. Ambientado em uma realidade distópica, o curta imagina um Brasil transformado após um golpe de Estado que entrega a Amazônia à exploração estrangeira. A obra utiliza a ficção para provocar reflexões sobre democracia, soberania nacional, meio ambiente e os direitos dos povos indígenas.
Na programação também está "Fantasia", escrito e dirigido por Vinícius Maia Pereira. O filme acompanha Luan, um jovem que trabalha realizando performances em uma casa de espetáculos, enquanto acontecimentos inesperados transformam sua rotina em uma narrativa marcada pelo suspense e pela tensão psicológica.
Fechando a mostra, "BELA LX-404", dirigido por Luiza Botelho, mistura humor, ficção científica e crítica social. A história acompanha um idoso solitário que compra uma robô companheira esperando receber um modelo jovem, mas acaba surpreendido pela chegada de uma androide idosa, levando a uma reflexão sobre envelhecimento, tecnologia e relações humanas.
O pré-lançamento do FESTICIDI marca o início das atividades da edição de 2026 e antecipa a programação que homenageará o estado do Rio de Janeiro, um dos principais polos da produção audiovisual brasileira. A iniciativa busca ampliar o acesso ao cinema independente, fortalecer a formação de público e estimular o debate sobre temas contemporâneos por meio da produção cultural.