O empreendedorismo em 2026 deve ocorrer em um ambiente de mudanças rápidas, maior presença da inteligência artificial e expansão de negócios com baixo custo inicial, sobretudo nos setores de serviços, comércio e no meio digital. A avaliação é da professora de Administração da Estácio Mayanna Marinho, coordenadora do projeto Mulheres Empreendedoras e Empoderadas, ao analisar tendências que já influenciam quem pretende iniciar ou reposicionar um negócio.
Segundo a especialista, a volatilidade do mercado e o avanço tecnológico impõem um novo ritmo à tomada de decisões. “As decisões precisam ser rápidas, mas ao mesmo tempo estratégicas. O mercado está cada vez mais volátil e essas mudanças impactam diretamente os negócios”, afirma. Para ela, a capacidade de resposta deve vir acompanhada de planejamento e leitura constante do cenário econômico e dos hábitos de consumo.
Entre as transformações em curso, Mayanna destaca o crescimento de empresas que operam exclusivamente no ambiente on-line, impulsionadas pela consolidação das compras digitais. Nesse contexto, a experiência do consumidor assume papel central. “Se eu estou em uma loja física, a experiência está no ambiente que eu crio para receber esse cliente. Se estou no on-line, está muito ligada à forma como o site se apresenta, à confiança que ele transmite e aos relatos de outros consumidores”, explica.
A professora avalia que a experiência vai além de estratégias de marketing e está diretamente relacionada à solução de problemas reais. “Toda experiência está ligada a resolver a dor que o cliente sente e facilitar essa resolução. Quando o consumidor se sente acolhido, a experiência é melhor e o cuidado no atendimento faz toda a diferença”, diz.
Outro ponto considerado decisivo para os próximos anos é a adoção de decisões baseadas em dados e informações confiáveis. Para Mayanna, acompanhar tendências de consumo e avaliar sua compatibilidade com cada negócio é essencial. “Não é tomar decisões sem olhar o impacto de cada escolha. É decidir rápido, mas com consciência e dados em mãos”, reforça.
Em um cenário marcado por concorrência acirrada e digitalização crescente, a especialista aponta que observar o mercado, investir em tecnologia de forma estratégica e priorizar uma experiência de consumo autêntica serão fatores determinantes para a sustentabilidade dos negócios no longo prazo.