A alta de 4,10% no preço do minério de ferro puxou o ranking de pressões que resultaram numa aceleração da inflação no atacado medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de dezembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Houve contribuição também da carne bovina (2,62%), farelo de soja (4,28%), álcool etílico anidro (3,05%) e milho em grão (1,09%).
Já no ranking de principais alívios no atacado em dezembro figuraram o leite in natura (-6,27%), café em grão (-2,66%), soja em grão (-0,70%), óleo de soja em bruto (-6,68%) e carne de aves (-3,24%).
O IGP-DI saiu de uma elevação de 0,01% em novembro para uma alta de 0,10% em dezembro. Em 2025, o índice acumulou queda de 1,20%.
"O IGP-DI encerrou 2025 com queda de 1,20%, refletindo principalmente o comportamento do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que recuou 3,61% no ano - o primeiro resultado anual negativo desde 2023, quando havia registrado -5,92%. Esse movimento foi puxado por quedas expressivas nos preços da indústria extrativa e da agricultura. A retração do IGP-DI, no entanto, não foi mais intensa porque o índice ainda encontrou sustentação em pressões inflacionárias presentes em outros componentes. No âmbito dos preços ao consumidor, apesar do alívio observado nos alimentos, os segmentos de serviços e habitação permaneceram pressionados. Já na construção civil, a principal fonte de alta foi o avanço dos custos de mão de obra", ressaltou Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), em nota oficial.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI) passou de uma queda de 0,11% em novembro para uma elevação de 0,03% em dezembro. No ano, o IPA recuou 3,61%.