O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acompanhou na manhã desta quarta-feira, 25, um voo do protótipo do veículo elétrico de pouso e decolagem vertical (eVTOL) desenvolvido pela Eve, subsidiária da Embraer. A demonstração do carro voador foi realizada na unidade da fabricante de aeronaves na cidade de Gavião Peixoto (SP).
O voo durou cerca de três minutos. A aeronave vista pelo presidente faz parte da fase de testes do protótipo realizados pela Eve.
Até o momento, foram cerca de 30 voos testes. A expectativa da companhia é de alcançar entre 250 e 300 voos ao longo deste ano, à medida que avança na validação dos sistemas e do modelo de engenharia.
Antes de acompanhar o voo do eVTOL, Lula participou da apresentação da primeira aeronave supersônica fabricada no Brasil, fruto da parceria entre a Embraer e a sueca Saab. O petista "batizou" o caça, mas não discursou durante o evento.
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, e o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento. Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também acompanharam o voo demonstrativo realizado mais cedo.
Próximos passos
Em paralelo aos voos de testes, a Eve prepara a montagem do primeiro veículo de conformidade ainda em 2026, que será utilizado no processo de certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A partir daí, a expectativa é de produzir até seis aeronaves desse tipo, que servirão para comprovar os requisitos técnicos e regulatórios.
Em entrevista recente ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o CEO da Eve, Johann Bordais, afirmou que o Brasil está no caminho para se tornar o primeiro país a certificar o eVTOL. "Não é uma corrida para ser o primeiro, tem que ser feito da forma certa", afirmou.
O executivo projeta que a certificação ocorra até o fim de 2027. Logo na sequência, o carro voador estaria apto a voar comercialmente.
A subsidiária da Embraer assinou cerca de 2,8 mil cartas de intenção (LOIs) para compra do eVTOL. Parte desses compromissos começou a ser convertida em contratos firmes, totalizando cem aeronaves sob acordos vinculantes.
*A repórter viajou a convite da Saab