As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quarta-feira, 25, à medida que os investidores se mantêm otimistas para um cessar-fogo entre os EUA e o Irã, o que pode resultar no fim das hostilidades no Oriente Médio. O mercado segue ponderando as possíveis consequências econômicas da guerra, bem como os reflexos na trajetória de juros a ser tomada pelos bancos centrais europeus.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,42%, a 10.106,84 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,34%, a 22.940,42 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,33%, a 7.846,55 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,48%, a 44.013,29 pontos. Em Madri, o Ibex 35 computou alta de 1,54%, a 17.169,90 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 1,49%, a 9.014,42 pontos. As cotações são preliminares.
A mídia internacional circula informações de que Washington ofereceu um plano de cessar-fogo de 15 pontos ao Irã, que foi submetido por diplomatas do Paquistão. Para o Swissquote Bank, está claro que o presidente dos EUA, Donald Trump, quer que a guerra termine, mas resta saber se ele conseguirá fazer isso acontecer.
Nesta quarta, o país persa voltou a rechaçar as tentativas dos EUA. "O sentimento dos investidores está melhorando cautelosamente, impulsionado pela esperança, mas os fundamentos foram afetados após quase um mês de combates", detalha.
O presidente do BC de Portugal, Álvaro Santos Pereira, reiterou que o Banco Central Europeu (BCE) está pronto para responder e agir em qualquer situação relacionada à guerra no Oriente Médio e defendeu que os impactos dos preços de energia dependem de como o conflito evoluirá. Por outro lado, o ING avalia que a queda do índice de sentimento das empresas da Alemanha mostra que o ambiente de incerteza abalou o otimismo empresarial, o que deve atrasar a recuperação alemã.
No mercado acionário, o setor de aeroespaço e defesa subiu 1,81%, após a União Europeia (UE) destinar 115 milhões de euros para impulsionar a inovação em defesa. As ações das mineradoras Glencore e Rio Tinto subiram entre 1% a 2,3%, acompanhando a alta de metais, e as companhias aéreas Air France-KLM e Lufthansa avançaram cerca de 2%, beneficiadas pela queda nos preços do petróleo.