A Fais (Facility de Investimentos Sustentáveis), criada pelo Instituto Amazônia+21 (IAMZ+21) no ano passado, lançou o Fundo Rural+Verde juntamente com o junto ao Banco da Amazônia e à Global Citizen em Nova York. O lançamento ocorreu nesta quinta-feira, 14, durante o evento Global Citizen NOW: NYC, quarto dia da Brazil Week. Nesse primeiro momento, o Banco da Amazônia será o cotista âncora, aportando recursos na ordem de US$ 2 milhões. O fundo tem a meta de captar US$ 25 milhões até setembro deste ano.
Iniciar o Rural+Verde com recurso filantrópico atende à decisão de o fundo ser um catalisador de recursos que irão apoiar a industrialização de cadeias produtivas na Amazônia Legal e ampliar o acesso ao crédito para produtores historicamente excluídos do sistema formal.
A estrutura de composição e a mobilização de capital serão conduzidas pela Fais, em articulação com a Global Citizen, incluindo a mobilização de potenciais investidores e parceiros internacionais.
Segundo Marcelo Thomé, presidente do Instituto Amazônia+21 e da Facility de Investimentos Sustentáveis, o fundo catalítico é a "primeira fase de uma estrutura mais ampla de blended finance".
"Primeiramente, vamos iniciar a operação, preparando o território e organizando as potencialidades das cadeias produtivas verdes com capital catalítico para, na etapa seguinte, entrar com outros recursos, que serão compostos por diferentes fontes de recursos na lógica de blended finance", disse Thomé ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
O presidente do Instituto afirmou que, feito o lançamento nesta quinta, começa a captação de recursos globalmente, com apoio da Global Citzen. "Todos esses recursos nesse momento serão, obviamente, filantrópicos, porque vão integrar a composição do capital catalítico", disse.
Thomé reconhece que as questões geopolíticas atuais e o revés na agenda ESG (sigla em inglês para a agenda ambiental, social e de governança) impactam um esforço dessa natureza, mas que há oportunidades a serem aproveitadas.
"Algumas empresas americanas estão revendo seu apetite ou seu humor em apoiar projetos filantrópicos fora dos Estados Unidos, em especial na agenda ESG, o que impacta no curto prazo. Entretanto, a nossa estratégia é de longo prazo e perpassa mandatos políticos, ciclos políticos e crise. Além disso, há também o reposicionamento dos atores europeus, muitas vezes incrementando a sua participação", disse.
