Volátil, o dólar abriu em alta leve na manhã desta quinta-feira, 14, alinhado ao sinal positivo externo, atingiu máxima em seguida a R$ 5,0286, mas passou a cair ante o real na sequência, com mínima a R$ 4,97. Os juros futuros se ajustam em baixa ao dólar e rendimento dos Treasuries.

Os ajustes são contidos com o investidor monitorando os desdobramentos políticos do caso envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e da prisão de Henrique Vorcaro na nova fase da Operação Compliance Zero.

Lá fora, o encontro de Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, trouxe melhora moderada no apetite por risco, enquanto o barril de petróleo Brent segue próximo de US$ 105 em meio às tensões persistentes no Oriente Médio.

A PF afirmou ao ministro do STF André Mendonça que Henrique Vorcaro manteve pagamentos a milicianos mesmo após a prisão do filho, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Henrique foi preso nesta quinta, na sexta fase da Operação Compliance Zero, que mira um grupo de investigados que tinha ligações com Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, funcionário contratado por Vorcaro para ameaçar adversários e jornalistas, invadir sistemas de informática de órgãos de investigação e outras ações.

A taxa de desemprego subiu de forma significativa em 15 das 27 unidades da federação no 1º trimestre de 2026, segundo o IBGE.

Sete em cada dez trabalhadores, uma fatia de 70,8%, afirmam ter conseguido pagar suas contas essenciais nos últimos três meses com a renda auferida, incluindo gastos como moradia, educação, alimentação e saúde, segundo Sondagem do Mercado de Trabalho de abril do Ibre/FGV.

Na China, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, concordaram que o Irã não pode ter arma nuclear, segundo a Casa Branca após reunião em Pequim. Os líderes também defenderam a manutenção do Estreito de Ormuz aberto para garantir o fluxo global de energia.

O Nobel de Economia Paul Krugman afirmou que a China vê Donald Trump como um "acelerador da decadência americana" e descreveu a viagem dele a Pequim como a ida de um "suplicante" em busca de concessões de Xi Jinping, após dificuldades internacionais recentes.