O dólar operou em queda nesta quinta-feira, 4, com a melhora do sentimento em relação ao Oriente Médio, após o anúncio de um novo cessar-fogo entre Israel e o Líbano. Os investidores também avaliam os últimos dados nos EUA e acompanham a desvalorização do iene japonês.

Por volta das 16h50 (de Brasília), o dólar recuava a 160,02 ienes, enquanto o euro subiu a US$ 1,1612 e a libra tinha alta a US$ 1,3423. O índice DXY fechou em queda de 0,12%, a 99,413 pontos.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse que a implementação do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah pode começar em até 24 horas após a aprovação final do acordo. Já o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou propostas que vinculem entendimentos com Israel ao desarmamento do grupo, segundo a Al Jazeera.

O Irã adotou tom cauteloso: o ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que a retomada das negociações depende de garantias aos direitos do povo iraniano, do fim da guerra no Líbano e da redução das tensões na região.

Nos Estados Unidos, os pedidos semanais de auxílio-desemprego subiram para 225 mil, acima do esperado, enquanto o custo unitário de mão de obra cresceu menos do que o previsto no primeiro trimestre.

Analistas da LMAX afirmaram que o dólar perdeu força após os dados de emprego, enquanto a trégua no Oriente Médio e a queda do petróleo favoreceram a busca por ativos de risco.

Presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly reiterou hoje as preocupações do banco central com a inflação, mas defendeu que a política monetária americana está bem posicionada para lidar com riscos. Já o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, minimizou preocupações com a inflação ao afirmar que o aumento de preços da gasolina no país e efeitos da guerra serão "temporários".

Também segue no radar a desvalorização do iene, depois de a moeda tocar 160 por dólar na véspera, pela primeira vez desde 30 de abril. Segundo a Reuters, o mercado atribui cerca de 80% de chance de o Banco do Japão (BoJ, em inglês) elevar a taxa básica de curto prazo de 0,75% para 1% na decisão de 16 de junho.