As bolsas em Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira, 11, com destaque para a recuperação das ações de semicondutores em meio às perdas recentes, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter cancelado os ataques ao Irã previstos para o período da noite ao citar avanços diplomáticos. Os investidores também aguardam detalhes da precificação do IPO da SpaceX, que estreará na sexta-feira na Nasdaq, após o maior IPO da história, com a confirmação de captação de US$ 75 bilhões.

O Dow Jones subiu 1,86%, a 50.848,75 pontos. O S&P 500 subiu 1,75%, a 7.394,30 pontos. Já o Nasdaq encerrou em alta de 2,54%, nos 25.809,66 pontos.

As bolsas aceleraram o ritmo de alta após o anúncio da suspensão dos ataques e relatos na mídia internacional de que um acordo estava próximo, com o presidente americano Donald Trump afirmando que os "pontos finais" haviam sido discutidos.

A Nvidia avançou 2,22%. A S&P elevou o rating da empresa de AA- para AA. "Agora projetamos que a receita aumente 82% no ano fiscal de 2027 (encerrado em janeiro de 2027) e 38% no ano fiscal de 2028, impulsionada por uma demanda insaciável por sistemas de IA".

O mercado ganhou impulso também com SanDisk (14,5%), KLA (12,9%), Lam Research (12,7%) e Micron (11,7%). A Intel também teve destaque, após receber elevação de recomendação do Bank of America, e as ações subiram 9,3%.

A Oracle, por sua vez, caiu 8,5% após a empresa de software e computação em nuvem divulgar, em balanço publicado no fim da tarde da quarta, gastos de capital (capex) maiores do que o previsto.

O bom humor em Nova York também refletiu o otimismo em relação ao IPO da SpaceX. As ações de empresas de foguetes e satélites dispararam. Os papéis da Redwire subiram 14,9% e as Firefly dispararam 17,8%, enquanto a Virgin Galactic, cujo ticker (SPCE) é parecido com o da SpaceX (SPCX), saltou 22,4%.

No radar, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu acima das expectativas. Para analistas da Stifel, o dado evidencia o impacto que recaiu sobre os consumidores em decorrência das interrupções no mercado global de energia.