O dólar opera em queda frente ao real na manhã desta segunda-feira, 3, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior em um ambiente de menor aversão ao risco global. A perspectiva de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã e a forte desvalorização dos preços do petróleo favorecem moedas emergentes, enquanto os rendimentos dos Treasuries recuam e o índice DXY permanece em baixa.
Os contratos futuros do petróleo registram perdas ao redor de 6%, refletindo a perspectiva de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã e a decisão da Opep+ de elevar a produção em setembro, fatores que reduzem as preocupações com a oferta global e ajudam a aliviar temores inflacionários.
No Brasil, investidores repercutem o Boletim Focus, que voltou a mostrar melhora das expectativas para a inflação e reforçou a expectativa predominante de um corte de 0,25 ponto porcentual da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana. A mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 caiu de 5,12% para 5,03%, enquanto a projeção para a taxa básica ao fim deste ano passou de 14,00% para 13,75%.
Mais cedo, o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) da Fundação Getulio Vargas recuou 0,08% no encerramento de julho, em linha com o piso das estimativas do mercado, reforçando a percepção de desaceleração da inflação no curto prazo.
Além do cenário geopolítico, investidores acompanham nesta semana uma agenda carregada de indicadores. Nos Estados Unidos, o destaque será o relatório de emprego (payroll) de julho, enquanto, no Brasil, as atenções se concentram na decisão do Copom e na comunicação da autoridade monetária, em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária.
Na sexta-feira, após o encerramento da disputa pela formação da Ptax de fim de mês, o dólar à vista fechou em alta de 0,18%, cotado a R$ 5,0704, em uma sessão marcada pela cautela em relação às tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Às 9h59, o dólar à vista recuava para R$ 5,0535 (-0,33%), e o contrato para setembro caía para R$ 5,087, nas mínimas do dia.