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    Estudantes aprendem matemática construindo esculturas

    Professor de São João Nepomuceno desenvolveu dois projetos para que os alunos aprendam geometria de forma diferenciada

    Andréa Moreira
    Repórter
    9/08/2013
    Estudantes de São João

    Ultrapassar as paredes da sala de aula, fazendo com que uma das matérias, considerada por muitos estudantes a mais difícil, fosse explicada de uma forma interativa e divertida. Este foi um sonho do professor Carlos Leonardo de Alcântara Almeida, que se tornou realidade no ano de 2010. Com o projeto Redescobrindo a Matemática, Almeida transportou para o pátio da Escola Estadual Gabriel Arcanjo de Mendonça (Polivalente), no município de São João Nepomuceno, os complexos cálculos de geometria. “Este sonho surgiu quando ainda fazia a faculdade no Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora. Sempre debatia com meus professores a minha vontade de criar um método de ensino diferenciado. E lá se foram dez anos. Até que consegui reunir no Polivalente a infraestrutura, o apoio da direção e a dedicação dos alunos.”

    O projeto possui duas subdivisões, sendo que a primeira recebeu o nome de Cúpula ou Domo Geodésico. “Domo significa metade, já geodésico quer dizer esfera. A meia esfera que foi inventada no final dos anos 1940, pelo arquiteto e filósofo americano Buckminster Fuller é bastante empregada no estudo da matemática. Por meio dessa estrutura, os ensinamentos da geometria esférica, como estudo do raio e do diâmetro, são repassados aos alunos.”

    O professor então resolveu construir uma réplica, nas mesmas medidas do arquiteto americano, com três metros de diâmetro, por dois de altura. “Usamos outras disciplinas, como a física e a geografia, para ser o marco inicial do projeto. Em um segundo momento passamos para a montagem de uma maquete e de uma cúpula feita com canudinhos de jornal em tamanho real. Neste momento, os alunos puderam manusear e aplicar a tecnologia de um programa de geometria denominado Poly."

    Durante três meses, alunos do 3º ano do Ensino Médio estiveram envolvidos com o projeto e utilizaram os conhecimentos matemáticos que envolvem triângulos, geometria espacial e cálculos de área e volume. Entre eles a ex-aluna Quésia dos Santos Trindade. “Sempre tive dificuldade com a matemática. Geometria então, achava dificílimo. Mas o método me ajudou a entender e o mais importante, a gostar de matemática.”

    O segundo momento de montagem da cúpula contou com o apoio não só dos alunos, mas de toda a comunidade, como destaca Almeida. "Depois dos experimentos com os canudinhos de papel, passamos para a parte concreta e construímos o domo geodésico no pátio da escola, com cimento e tubos de metal. Para que assim, todos os alunos que passarem pela escola usufruam deste trabalho. Entretanto, a obra custou R$2 mil. Então tivemos o apoio financeiro de alguns moradores e empresas de São João Nepomuceno, além da oferta de mão de obra dos pais de alunos."

    O Domo Geodésico foi inaugurado no dia 6 de maio de 2010. "Escolhemos esta data, pois é o dia da matemática. Homenagem a Júlio César de Mello e Souza, conhecido como Malba Tahan, professor de matemática e autor do livro O Homem que Calculava."

    Com o sucesso do primeiro empreendimento, o professor resolveu criar um novo projeto, intitulado Poliedros na Escola e direcionado para estudantes do 2º ano do Ensino Médio. Baseado no Poliedro de Platão, as quatro obras relacionam a geometria com os elementos água, terra, fogo e ar. "Este projeto é o complemento ao da cúpula e faz parte do Plano de Gestão de Desenvolvimento Individual de 2011 que desenvolvi. Assim como a cúpula, os poliedros platônicos fazem parte dos conteúdos matemáticos do Ensino Médio. Essas construções também estão no jardim da escola, oferecendo além do conhecimento, uma decoração ao ambiente."

    Neste projeto, inaugurado no dia 6 de maio de 2011, além da matemática, os estudantes também aprofundaram o conhecimento na filosofia, já que é baseado nos estudos de Platão.

    De toda a experiência, o professor revela que o entusiasmo dos alunos, foi o que mais o motivou. "Trabalhamos em conjunto deste a parte teórica, passando pela experimental, a confecção e por fim, a montagem. A cada dia, podia perceber o interesse dos alunos e a evolução não só na minha disciplina, mas também em outras. E é assim que acredito que o ensino deva ser," revela Almeida.


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