Segunda-feira, 23 de julho de 2012, atualizada às 18h30

Comitê de JF entrega documentos à Comissão da Verdade

Andréa Moreira
Repórter
Memória e Verdade Juiz de Fora

O Comitê da Verdade de Juiz de Fora irá entregar à Comissão Nacional da Verdade, na noite desta segunda-feira, 23 de julho, documentos que comprovam tortura e perseguições político-partidárias no município durante o período da Ditadura Militar.

Ao todo, serão 18 depoimentos gravados em vídeo, além de documentos e fotos, coletados pelo Comitê e entregues à Comissão da Verdade, instituída pela presidente Dilma Rousseff para apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui os Anos de Chumbo.

A solenidade contará com a presença do coordenador do projeto Direito à Memória e à Verdade, Gilney Viana, e do Diretor de Promoção dos Direitos Humanos, Biel Rocha, ambos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Em coletiva, na tarde desta segunda-feira, Viana destacou a importância de Juiz de Fora neste período do país. "Juiz de Fora foi uma das primeiras cidades do Brasil a criar o Comitê da Verdade. Além disso, a cidade é histórica pois foi aqui que ocorreu o início do golpe militar de 1964. Ao mesmo tempo, foi daqui que surgiram as primeiras denúncias de tortura. Denúncias estas que correram o mundo. E também não podemos deixar de citar que a presidenta Dilma foi presa e torturada nesta cidade. Isso tudo faz com que Juiz de Fora tenha um papel crucial no período da ditadura."

O engenheiro Luiz Carlos de Carvalho, presidente do Comitê da Verdade de Juiz de Fora, destaca o objetivo destes documentos. "Por meio destes depoimentos, comprovamos as perseguições políticas sofridas por várias pessoas da cidade. E vamos mostrar como estes fatos mudaram suas vidas." Carvalho ressalta também que o trabalho do comitê ainda continua. "Apesar de estarmos entregando estes documentos, ainda estamos abertos a novos depoimentos e entrevistas de pessoas que viveram ou tenham algum parente que sofreram algo durante a ditadura militar. Quem quiser pode nos procurar, que iremos encaminhar estes novos depoimentos à Comissão Nacional da Verdade."

A programação segue nesta terça-feira, 24, no Centro de Referência em Direitos Humanos, na rua Vitorino Braga, 126, Vitorino Braga, com a exibição do filme Zuzu Angel, às 19h. A entrada é franca. No loca, funciona a sede do Comitê da Verdade de Juiz de Fora.

Os textos são revisados por Mariana Benicá

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Segunda-feira, 23 de julho de 2012, atualizada às 18h30

Comitê de JF entrega documentos à Comissão da Verdade

Andréa Moreira
Repórter
Memória e Verdade Juiz de Fora

O Comitê da Verdade de Juiz de Fora irá entregar à Comissão Nacional da Verdade, na noite desta segunda-feira, 23 de julho, documentos que comprovam tortura e perseguições político-partidárias no município durante o período da Ditadura Militar.

Ao todo, serão 18 depoimentos gravados em vídeo, além de documentos e fotos, coletados pelo Comitê e entregues à Comissão da Verdade, instituída pela presidente Dilma Rousseff para apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui os Anos de Chumbo.

A solenidade contará com a presença do coordenador do projeto Direito à Memória e à Verdade, Gilney Viana, e do Diretor de Promoção dos Direitos Humanos, Biel Rocha, ambos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Em coletiva, na tarde desta segunda-feira, Viana destacou a importância de Juiz de Fora neste período do país. "Juiz de Fora foi uma das primeiras cidades do Brasil a criar o Comitê da Verdade. Além disso, a cidade é histórica pois foi aqui que ocorreu o início do golpe militar de 1964. Ao mesmo tempo, foi daqui que surgiram as primeiras denúncias de tortura. Denúncias estas que correram o mundo. E também não podemos deixar de citar que a presidenta Dilma foi presa e torturada nesta cidade. Isso tudo faz com que Juiz de Fora tenha um papel crucial no período da ditadura."

O engenheiro Luiz Carlos de Carvalho, presidente do Comitê da Verdade de Juiz de Fora, destaca o objetivo destes documentos. "Por meio destes depoimentos, comprovamos as perseguições políticas sofridas por várias pessoas da cidade. E vamos mostrar como estes fatos mudaram suas vidas." Carvalho ressalta também que o trabalho do comitê ainda continua. "Apesar de estarmos entregando estes documentos, ainda estamos abertos a novos depoimentos e entrevistas de pessoas que viveram ou tenham algum parente que sofreram algo durante a ditadura militar. Quem quiser pode nos procurar, que iremos encaminhar estes novos depoimentos à Comissão Nacional da Verdade."

A programação segue nesta terça-feira, 24, no Centro de Referência em Direitos Humanos, na rua Vitorino Braga, 126, Vitorino Braga, com a exibição do filme Zuzu Angel, às 19h. A entrada é franca. No loca, funciona a sede do Comitê da Verdade de Juiz de Fora.

Os textos são revisados por Mariana Benicá

Segunda-feira, 23 de julho de 2012, atualizada às 18h30

Comitê de JF entrega documentos à Comissão da Verdade

Andréa Moreira
Repórter
Memória e Verdade Juiz de Fora

O Comitê da Verdade de Juiz de Fora irá entregar à Comissão Nacional da Verdade, na noite desta segunda-feira, 23 de julho, documentos que comprovam tortura e perseguições político-partidárias no município durante o período da Ditadura Militar.

Ao todo, serão 18 depoimentos gravados em vídeo, além de documentos e fotos, coletados pelo Comitê e entregues à Comissão da Verdade, instituída pela presidente Dilma Rousseff para apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui os Anos de Chumbo.

A solenidade contará com a presença do coordenador do projeto Direito à Memória e à Verdade, Gilney Viana, e do Diretor de Promoção dos Direitos Humanos, Biel Rocha, ambos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Em coletiva, na tarde desta segunda-feira, Viana destacou a importância de Juiz de Fora neste período do país. "Juiz de Fora foi uma das primeiras cidades do Brasil a criar o Comitê da Verdade. Além disso, a cidade é histórica pois foi aqui que ocorreu o início do golpe militar de 1964. Ao mesmo tempo, foi daqui que surgiram as primeiras denúncias de tortura. Denúncias estas que correram o mundo. E também não podemos deixar de citar que a presidenta Dilma foi presa e torturada nesta cidade. Isso tudo faz com que Juiz de Fora tenha um papel crucial no período da ditadura."

O engenheiro Luiz Carlos de Carvalho, presidente do Comitê da Verdade de Juiz de Fora, destaca o objetivo destes documentos. "Por meio destes depoimentos, comprovamos as perseguições políticas sofridas por várias pessoas da cidade. E vamos mostrar como estes fatos mudaram suas vidas." Carvalho ressalta também que o trabalho do comitê ainda continua. "Apesar de estarmos entregando estes documentos, ainda estamos abertos a novos depoimentos e entrevistas de pessoas que viveram ou tenham algum parente que sofreram algo durante a ditadura militar. Quem quiser pode nos procurar, que iremos encaminhar estes novos depoimentos à Comissão Nacional da Verdade."

A programação segue nesta terça-feira, 24, no Centro de Referência em Direitos Humanos, na rua Vitorino Braga, 126, Vitorino Braga, com a exibição do filme Zuzu Angel, às 19h. A entrada é franca. No loca, funciona a sede do Comitê da Verdade de Juiz de Fora.

Os textos são revisados por Mariana Benicá