SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Corinthians já definiu o perfil de reforços que busca no mercado enquanto trabalha com otimismo pela queda do último transfer ban que ainda impede o clube de registrar novos atletas.
NADA DE INVESTIMENTO
A política da atual direção é não realizar qualquer investimento financeiro na aquisição de jogadores. A ideia é reforçar o elenco de forma pontual assim que as sanções forem derrubadas, mas apenas dentro de modelos que não envolvam custo de compra.
O departamento de futebol mapeia nos bastidores atletas disponíveis para empréstimo, trocas dentro do próprio elenco ou que estejam livres no mercado. O novo executivo de futebol Marcelo Paz é quem lidera esses monitoramentos, em conjunto com o gerente de scout Renan Bloise.
O presidente Osmar Stábile determinou que não fará negócios que exijam aporte financeiro nem que extrapolem os limites salariais definidos para 2026. Essa diretriz, inclusive, tem sido um dos entraves nas negociações para renovar os contratos do lateral-esquerdo Fabrizio Angileri e do volante Maycon.
A previsão interna é de que o futebol reduza seus custos em cerca de 30% neste ano, o que reforça a política de enxugamento da folha salarial e ausência de novos investimentos.
A diretoria reconhece a necessidade de aumentar o elenco por causa das cinco competições previstas na temporada, mas entende que esse esforço não será feito a qualquer custo.
OTIMISMO POR QUEDA DO TRANSFER BAN
Nos últimos dias, o Corinthians quitou a pendência que tinha com o meia Matías Rojas, que só não virou sanção internacional porque o jogador optou por não acionar a Fifa.
Nesta terça-feira, o clube também pagou de forma antecipada a parcela trimestral da centralização de dívidas junto à CNRD, o que derruba o transfer ban nacional imposto pelo atraso da parcela de outubro.
Resta agora apenas a pendência com o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres, em janeiro de 2024.
O valor original da dívida, que era de R$ 33 milhões, já ultrapassa R$ 40 milhões em razão de multas, juros e correções. Diferentemente do caso Rojas, o clube mexicano tem se mostrado irredutível a qualquer tipo de desconto. Mesmo assim, a diretoria corintiana retomou as conversas com os representantes do Santos Laguna na tentativa de reverter o quadro.
De todo modo, a avaliação interna é de que dificilmente a situação será resolvida antes da estreia do Corinthians na temporada, neste domingo, às 16h (de Brasília), contra a Ponte Preta, na Neo Química Arena, pelo Campeonato Paulista.