(UOL/FOLHAPRESS) - Em comum acordo entre os coordenadores nas últimas horas, quatro grupos políticos do São Paulo optaram por deixar a "Coalizão", união política que sustenta apoio ao atual presidente Julio Casares. São eles: Vanguarda Tricolor, Participação São-paulina, Sempre Tricolor e Legião Tricolor.

Somados, os grupos representam 125 dos 255 conselheiros do São Paulo Futebol Clube. O racha é visto como uma bomba no controle político do atual mandatário.

ENTENDA OS PRÓXIMOS PASSOS

Em meio ao pedido de impeachment de Casares, com votação no Conselho Deliberativo agendada para a próxima quarta-feira, a Coalizão segue com dois grupos: MSP (Movimento São Paulo FC) e Força Tricolor. Além destes, o simbólico grupo "Super", composto por José Eduardo Mesquita Pimenta, Ives Gandra Martins, Paulo Amaral Vasconcelos e Armando Souza Pinheiro, também segue apoiando o atual presidente.

A saída dos quatro grupos políticos representa uma intensa ruptura política no São Paulo. A decisão foi tomada em consenso entre as lideranças nas últimas horas.

Cada um dos quatro grupos possui coordenação própria e histórico de atuação relevante na política do clube. A Legião Tricolor é coordenada por Carlos Belmonte, ex-diretor de futebol. O Vanguarda Tricolor tem como comandante Marcelo Pupo, ex-presidente do Conselho Deliberativo. Já o Sempre Tricolor é liderado por Fernando Bracalle Ambrogi, conhecido como Chapecó, ex-diretor adjunto de futebol. Por fim, o grupo Participação São-paulina é comandado por Themistocles Almeida.

A saída coordenada desses grupos aprofunda a crise política enfrentada pela atual gestão e reduz drasticamente a base de sustentação do presidente Julio Casares dentro do Conselho Deliberativo. O bloco dissidente passa a ter peso decisivo nas próximas votações, especialmente no contexto do processo de impeachment.

Internamente, o movimento é interpretado como um divisor de águas no comando político do São Paulo Futebol Clube, abrindo espaço para novas articulações e possíveis realinhamentos às vésperas de uma semana considerada crucial para o futuro da atual administração.