SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Corinthians tem encontrado dificuldades para controlar a manutenção da carga física do volante José Martínez, que está na Venezuela em processo de reemissão do seu passaporte.

CRONOGRAMA SEM SUPORTE

O clube enviou ao jogador um cronograma de treinamentos para que ele execute as atividades à distância. No entanto, há grande dificuldade para monitorar e oferecer suporte ao atleta durante o período em que ele está fora do Brasil.

Outro fator que prejudica o planejamento físico é a indefinição sobre quanto tempo Martínez permanecerá afastado dos trabalhos presenciais. Não há previsão para a conclusão do novo passaporte, o que impede o retorno do jogador ao país. A recente intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela também tornou o cenário ainda mais incerto.

Diante disso, os departamentos físico e de performance do Corinthians entendem que será necessário reavaliar o atleta quando ele regressar ao Brasil para, então, traçar um novo plano de recondicionamento de acordo com o período em que ele ficou afastado do restante do elenco.

POR QUE MARTÍNEZ SEGUE NA VENEZUELA?

Durante o segundo semestre do ano passado, o Corinthians identificou a necessidade de José Martínez providenciar uma nova emissão do passaporte venezuelano. Somente com o documento atualizado o atleta poderá atuar em competições internacionais.

Ainda em 2025, o clube tentou resolver a situação por meio das embaixadas da Venezuela em São Paulo e Brasília, mas o prazo estimado para emissão era de até seis meses ?o que não permitiria a regularização a tempo do início da temporada.

Diante disso, Martínez aproveitou o período de férias para viajar ao país natal e tentar resolver a pendência localmente, o que, até o momento, não foi possível.

A diretoria corintiana acompanha o caso de perto e busca alternativas para acelerar o processo e viabilizar o retorno do volante ao Brasil.