RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - O Campeonato Carioca mudou a fórmula e vai puxar "pelo bolso" a busca por uma maior competitividade. Em ano com calendário mais apertado e início de temporada com a atenção dividida com o Brasileiro, o campeão do Estadual do Rio leva, somada as fases, R$ 27 milhões.
Nesta edição, cada clube leva uma cota fixa, e o restante conforme for avançando. O torneio terá fase de grupo, quartas, semi e final.
"O que acontecia? Anteriormente, os clubes optavam em pegar o bolo todo e dividir para todo mundo. Isso causou uma distorção muito grande. Por exemplo, ano passado o Botafogo recebeu uma cota cheia, como os demais, e ficou em nono lugar. Esse ano não pode fazer isso", declarou o presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj), Rubens Lopes.
"A premiação vem na razão direta das conquistas e tenho certeza isso será uma luta", completou.
O Carioca ficou sem premiação das edições de 2021 a 2025.
O torneio começa neste domingo, em duelo entre Flamengo e Portuguesa-RJ, adiantado devido à participação do time rubro-negro na Supercopa do Brasil ?será contra o Corinthians, dia 1º de fevereiro.
'OUTRO PATAMAR'
Rubens Lopes brincou com a famosa expressão dita pelo atacante Bruno Henrique, do Flamengo, ao falar sobre o nível do campeonato e o desempenho dos times cariocas nas últimas temporadas.
O Flamengo, por exemplo, foi campeão da Libertadores em 2019, 2022 e 2025. O Fluminense em 2023 e o Botafogo em 2024. Além disso, neste período, o Rubro-Negro e o Alvinegro também foram campeões do Brasileiro.
"É o Estadual mais forte, não há dúvida. Só ver as competições também, os clubes do Rio... Parafraseando o Bruno Henrique, estamos em outro patamar"
MANDATÁRIOS AUSENTES
Os mandatários dos quatro clubes de maior investimento ?Luiz Eduardo Baptista, do Flamengo, Mattheus Montenegro, do Fluminense, John Textor, do Botafogo, e Pedrinho, do Vasco? não compareceram ao evento.
O Alvinegro teve João Paulo Magalhães, presidente do associativo, e Léo Coelho, diretor de coordenação de futebol. O Tricolor teve o ex-presidente Mário Bittencourt, o vice-presidente, Ricardo Tenório, e o diretor de futebol Paulo Angioni.
O Vasco teve Clauber Rocha, gerente de futebol.