RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - A judoca Rafaela Silva, aos 33 anos, viveu uma temporada de "novata" em 2025. A campeã olímpica na Rio 2016 deixou a categoria leve, até 57 kg, para disputar competições no meio-médio, até 63 kg, e fez um balanço positivo.
Rafaela foi ouro no Troféu Brasil e conquistou o bronze no Grand Slam, em Abu Dhabi, por exemplo. A judoca aponta que a mudança gerou um novo ânimo para os próximos passos na carreira.
"Acho que foi bom para mim. Estou, depois de muitos anos, competindo feliz, satisfeita, porque eu sempre tive dificuldade com a alimentação... Tenho um paladar muito infantil, então, dava muito trabalho para a nutricionista em conseguir manter uma dieta (risos). Temos de estar satisfeitos e felizes com nós mesmos", diz Rafaela.
"Acredito que essa foi uma decisão sábia. Foi uma sensação de conseguir voltar à Rafaela de 2009, quando cheguei e comecei a competir na seleção, porque eu não conhecia as adversárias, queria segurar no tatame. Era novidade!", afirma Rafaela Silva.
"Queria ganhar, conseguir uma medalha em uma nova categoria. Então, foi algo que me motivou ainda mais a seguir. Gosto muito de desafios. Esse tipo de motivação que eu levo: fazer história em uma nova categoria e encerrar minha carreira com chave de ouro, se Deus quiser", completou.
O fim da trajetória de Rafaela Silva como atleta ainda não será tão breve. Ela pretende lutar por vaga em Los Angeles-2028 e lutar pelo terceiro pódio olímpico ?foi ouro no individual na Rio-2016 e bronze por equipes em Paris-2024.
"Hoje me encontro dentro da zona de classificação olímpica. O meu objetivo é, sim, estar em Los Angeles, mas procuramos não pensar muito em Olimpíadas. Pensamos em uma competição de cada vez. Quase todas as competições que fazemos no circuito, praticamente, valem pontuação para a classificação olímpica. Então, visamos ao calendário ali, trimestre a trimestre, semestre a semestre, ano a ano... É um planejamento. Mas sim, o meu objetivo é estar em Los Angeles em 2028."
Rafaela compareceu ao lançamento do livro 'A Coach de Ouro', de Nell Salgado, coach de alta performance que a acompanha já há alguns anos. O evento aconteceu na última quarta-feira, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, e a judoca, inclusive, se emocionou durante um depoimento que deu ao microfone.
A atleta tem contrato com o Flamengo até o fim de janeiro e há conversas com o clube para uma renovação, mas o futuro ainda é incerto. Ela defende o Rubro-Negro desde 2021 e a renovação de vínculo mais recente foi em janeiro do ano passado.
"Eu não falo diretamente com eles em relação ao contrato. Tenho uma representante e eles estão conversando. Esse mês de janeiro eu tenho ainda contrato com o clube. Sempre ponderamos o que é melhor. Temos algumas propostas. Ficando no Flamengo, vou representar da melhor maneira possível. Se tiver de ir para outro lugar, vou entregar a mesma intensidade. O importante para mim é dentro do tatame, é que amo fazer", afirma.
Recentemente, o Rubro-Negro encerrou a canoagem e se despediu do campeão olímpico Isaquias Queiroz. Além disso, o clube também fechou o remo paralímpico.