(UOL/FOLHAPRESS) - O Mundial Júnior de Surfe da WSL começa neste domingo (11), nas Filipinas, com o Brasil mais uma vez no centro das atenções. Principal competição do calendário para atletas de até 20 anos, o campeonato chega à sua 25ª edição reunindo 48 surfistas ?24 homens e 24 mulheres? classificados por meio dos rankings regionais da liga, além de alguns convidados.

Pelo segundo ano seguido, a disputa acontece em Urbiztondo Beach, em San Juan, na província de La Union, e marca a abertura oficial da temporada esportiva da WSL em 2026.

BRASIL CHEGA FORTE

O Brasil terá cinco representantes na competição, mantendo sua tradição como uma das maiores potências da categoria.

No feminino, Luara Mandelli, campeã do Pro Junior de Saquarema, e Laura Raupp, vencedora recente do QS de Guarapari, além de atual campeã brasileira e sul-americana, representam o país.

Entre os homens, o time brasileiro será formado por Rickson Falcão, atual campeão sul-americano júnior e local de Saquarema, Gabriel Klaussner, de Ubatuba, e Ryan Kainalo, surfista com histórico consistente de finais em mundiais juniores.

DOMÍNIO VERDE-AMARELO

Na categoria masculina, o Brasil é o maior vencedor da história do evento, com nove títulos conquistados em 24 edições realizadas até aqui.

No masculino, foram campeões: Pedro Henrique (2000), Adriano de Souza (2003), Pablo Paulino (2004 e 2007), Caio Ibelli (2011), Gabriel Medina (2013), Lucas Silveira (2015), Mateus Herdy (2018) e Lucas Vicente (2019).

Entre as mulheres, Luana Silva fez história na edição passada ao se tornar a primeira brasileira a vencer a competição.

O Mundial Júnior é um degrau importante no caminho para o tour. Dá uma bagagem legal, e vencer contra atletas do mundo todo te ajuda a mostrar que dá pra sonhar grande. Para o Brasil, esses resultados puxam ainda mais a galera de base a acreditar Luana Silva

PORTA DE ENTRADA

Para a WSL, o Mundial Júnior é considerado uma das principais vitrines de novos talentos do esporte. Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina, destaca o papel histórico do evento na formação de campeões mundiais.

Esta é uma competição fundamental para o surfe, pois deu as primeiras oportunidades a atletas que depois se tornaram campeões mundiais. O Brasil se tornou uma referência ao longo dos anos, com um histórico muito vencedor, que começou lá atrás com Pedro Henrique e Mineirinho. Em 2025, tivemos o privilégio de ver a Luana Silva conquistar o título, sendo a primeira mulher brasileira a levantar este troféu Ivan Martinho

MUITO MAIS QUE UM TÍTULO

Além do troféu, o Mundial Júnior da WSL garante ao campeão uma vaga direta no Challenger Series, divisão de acesso para a elite do surfe mundial.