SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Corinthians tem as contratações do lateral-direito Pedro Milans e do meia Matheus Pereira encaminhadas. Ambos os negócios foram conduzidos pelo novo executivo de futebol, Marcelo Paz.

A CARA DE PAZ

Essas movimentações do dirigente colocam em prática exatamente o que a diretoria corintiana esperava dele: contratações criativas e que atendam à realidade financeira do clube.

O trânsito no futebol sul-americano é outro fator estimado pelo Timão na contratação de Marcelo Paz. Algo que está sendo cumprido pelo dirigente no início do trabalho.

Foi no exterior que encontrou o uruguaio Pedro Milans. O Corinthians havia mapeado algumas opções no futebol nacional para suprir a lacuna da lateral-direita, existente desde o ano passado, mas encontrou a solução no mercado internacional.

E a força de Marcelo Paz neste mercado, somada ao trabalho de Renan Bloise ?que comanda o departamento de análise de mercado e está cada vez mais próximo de Paz? foi essencial para acertar rapidamente essa contratação, que está pendente apenas do resultado dos exames médicos do atleta para ser concretizada.

A ideia é que Paz coloque em prática no Corinthians um modelo de trabalho com contratações pouco badaladas, mas que atendam às necessidades e carências que forem mapeadas pela comissão técnica. O intuito é que o trabalho no mercado seja semelhante ao que ele conduziu no Fortaleza nos últimos anos.

A contratação de Matheus Pereira veio nesse sentido. Enquanto o Timão busca um volante com status de titular, o executivo de futebol preencheu a lacuna deixada por Maycon através de um atleta que chega por empréstimo, com margem de crescimento e impacto menor no orçamento.

O trânsito de Marcelo Paz no Fortaleza foi fundamental para que o negócio acontecesse. O dirigente possui boa relação com os administradores da SAF do Laion e, inclusive, deu boas referências para a contratação de Pedro Martins como novo CEO do clube.

NEGÓCIO CONDUZIDO X FECHADO

Marcelo Paz herdou algumas negociações que estavam em andamento com o seu antecessor, Fabinho Soldado.

A contratação do zagueiro Gabriel Paulista, apresentado nesta segunda-feira, por exemplo, foi iniciada pelo antigo executivo de futebol corintiano, em parceria com Renan Bloise. Marcelo Paz, porém, foi quem deu a palavra final, ajustando os detalhes administrativos e financeiros para que o negócio fosse concretizado.

Da mesma forma, foi Paz quem finalizou a negociação pela renovação do volante Maycon, que não foi bem sucedida. O acordo travou na parte financeira e o destino do atleta foi o Atlético-MG.

Algo semelhante ocorre neste momento com a situação do lateral-esquerdo Fabrizio Angileri, cuja a renovação com o Timão está travada por questões monetárias.

SEM ILUDIR

Marcelo Paz tem analisado todas as possibilidades que surgem no mercado, mas a transparência com que conduz as negociações tem se tornado um trunfo do Corinthians, conforme apurou o UOL.

O dirigente, por exemplo, tem evitado alimentar tratativas nas quais identifica rapidamente inviabilidade financeira. Um exemplo é a situação do meia Savarino, do Botafogo, que foi oferecido algumas vezes ao Timão.

O clube chegou a abrir conversas com os representantes do venezuelano, mas recuou ao entender que os valores envolvidos estão fora do orçamento ?mesmo no caso de uma operação sem custos de transferência.