SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Piloto que disputou a Fórmula 1 entre 2003 e 2005, o brasileiro Antonio Pizzonia se manifestou nas redes sociais após ser detido por lesão corporal, no último fim de semana, nos Estados Unidos.

"Pessoal, estou bem. Estou em casa. De fato, houve um episódio do qual, hoje, eu teria reagido de forma diferente. Entendi, naquele momento, que meu filho, uma criança, estava sendo coagido por um outro adulto, e instintivamente o defendi. Obrigado a todos pelas mensagens de apoio", disse Pizzonia nas redes sociais.

ENTENDA O CASO

O piloto de 45 anos foi detido no Texas. Uma foto de Pizzonia logo após a detenção aparece no Montgomery County Police Reporter, site policial do condado de Montgomery.

Ele foi detido sob acusação de lesão corporal, segundo as autoridades. Não houve informação sobre a outra pessoa envolvida.

Pizzonia, segundo o site TMZ, assistiu ao filho de 13 anos, Antonio Pizzonia Neto, em uma prova pouco antes da prisão ?ele esteve no Speedsportz Racing Park para acompanhar uma etapa do Superkarts USA Winter Series.

QUEM É ELE?

Nascido em Manaus no ano de 1980, Pizzonia se destacou atuando no kart. Ele, que se mudou para São Paulo durante a juventude, foi tricampeonato paulista na modalidade.

Estreou pela Fórmula 1 em 2003, defendendo a Jaguar. O companheiro de equipe do brasileiro era o australiano Mark Webber

Naquela temporada, ele participou de 16 corridas, mas não somou qualquer ponto. Na reta final do calendário, acabou substituído pelo inglês Justin Wilson.

Em 2004, foi contratado como piloto de testes da Williams e atuou em mais quatro corridas, substituindo o irmão de Michael Schumacher. Na ocasião, Pizzonia ocupou provisoriamente a vaga de Ralf Schumacher, fraturou duas vértebras no GP dos EUA e precisou ficar afastado para se recuperar.

O brasileiro marcou seus primeiros pontos no GP da Alemanha. Mesmo largando na 11ª colocação, ele cravou o 7º lugar ?terminando à frente dos compatriotas Rubens Barrichello e Felipe Massa.

Pizzonia pontuou também na Hungria e na Itália, fechando a temporada de 2004 com seis pontos.

No ano seguinte, acabou preterido pelo alemão Nick Heidfeld e voltou a ser piloto de testes. O brasileiro chegou a trabalhar em mais cinco corridas, mas nunca mais voltou à Fórmula 1. Ele atuou na Champ Car e na Fórmula Indy anos depois.

Nos últimos anos, Pizzonia, focou em outras modalidades. Ativo no triatlo, participou de diferentes edições do IronMan, uma das provas mais exigentes do mundo no segmento.

O amazonense também é pai de Antonio Pizzonia Neto, que segue o DNA do ex-F1. No Instagram, ele compartilha momentos do jovem nascido em 2012.