SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino, recebeu US$ 6,1 milhões (R$ 32,3 milhões) da entidade que governa o futebol mundial ao longo de 2024, segundo o jornal francês Le Monde, que afirmou ter tido acesso a documentos fiscais americanos.

Conforme a publicação, os valores incluem US$ 2,9 milhões (R$ 15,6 milhões) em salários, US$ 1,8 milhão (R$ 9,7 milhões) de bônus, além de US$ 1,15 milhão (R$ 6,2 milhões) em "outras remunerações declaráveis" e US$ 155 mil (R$ 834,5 mil) em "pensão e outras remunerações diferidas".

Análise feita pelo jornal francês com base nas declarações de imposto de renda ao fisco americano (Formulário 990) indicam que os rendimentos do dirigente ítalo-suíço dispararam ao longo dos últimos anos.

O salário anual, assim como outros benefícios contratuais, é determinado pelo Subcomitê de Remuneração da Fifa.

Em 2015, a Fifa havia declarado ao IRS (Serviço de Receita Federal dos EUA) um pagamento de US$ 3,6 milhões em rendimentos e "outras remunerações" ao predecessor de Gianni Infantino, o suíço Joseph Blatter, sendo US$ 2,9 milhões de salário-base e US$ 435 mil (R$ 2,3 milhões) a título de bônus.

Quando Blatter foi afastado na esteira de um escândalo de corrupção e Infantino assumiu, em meados de 2016, o Subcomitê fixou o valor da remuneração do novo executivo em US$ 1,8 milhão (R$ 9,7 milhões) anuais.

Ainda de acordo com as declarações de IR, segundo o jornal francês, na esteira das bem-sucedidas Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e de 2022, no Qatar, e da reeleição do dirigente, em 2023, Infantino passou a custar à Fifa US$ 3,6 milhões (R$ 19,4 milhões) em 2022 e US$ 4,1 milhões (R$ 22 milhões) em 2023.

"Como parte de seu compromisso legal com a transparência, a Fifa publica anualmente a remuneração paga aos principais membros de sua equipe de gestão", declarou a organização ao Le Monde.

No entanto, o valor das contribuições para a "previdência social, contribuições para a aposentadoria, seguro contra acidentes na Suíça e outros benefícios contratuais", mencionado no relatório anual da entidade, não é divulgado.

Próximo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de quem se aproximou nos últimos meses por causa da realização da Copa do Mundo no país, Infantino, de 55 anos, ainda pode tentar um terceiro mandato no ano que vem, o que pode estender sua permanência à frente da entidade máxima do futebol até 2031.

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