SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHPRESS) - A Austrália confirmou o favoritismo e dominou o último dia do Mundial Júnior da WSL, disputado em Urbiztondo Beach, nas Filipinas. Neste domingo (18), Isla Huppatz e Dane Henry conquistaram os títulos da edição de 2025, em um Finals Day marcado por mar pequeno, ondas inconsistentes e decisões que exigiram leitura apurada e precisão técnica dos atletas.

No masculino, Dane Henry confirmou o status de um dos nomes mais promissores da nova geração. O australiano de 19 anos venceu o israelense Nadav Attar na final e conquistou seu primeiro título mundial júnior da WSL, fechando uma temporada perfeita que já incluía títulos regionais, vitória no QS e ouro no Mundial da ISA.

"Eu sonho com isso há muito tempo. No ano passado eu estava assistindo ao Bronson [Meydi] vencer e tirei muita inspiração daquilo. Tudo acabou me trazendo até este momento, mas sei que isso é só o começo. Garantir vaga no Challenger Series, tirar esse peso das costas para as duas últimas etapas do QS", diz Dane Henry.

Henry chegou ao Finals Day embalado por uma virada emocionante na semifinal contra Lennix Smith e manteve postura agressiva na decisão. Mesmo após sair atrás no placar, encaixou duas ondas fortes, com notas 7,00 e 6,67, e controlou a bateria até o fim para garantir o troféu.

Attar, por sua vez, foi a grande surpresa do evento. Representando Israel, mas radicado na Costa Rica, o surfista de 20 anos eliminou favoritos ao longo da semana e se tornou o único não australiano a chegar a uma final, protagonizando uma das campanhas mais inesperadas do Mundial.

"Foi uma semana incrível! Minha primeira vez nas Filipinas, e já virou meu país favorito, tirando Israel e Costa Rica. Um agradecimento especial a todos os locais - vocês tornaram tudo ainda mais especial. O apoio da torcida, dos pais, de todo mundo aqui foi sensacional. Obrigado também aos locais por compartilharem as ondas. Eu sei que éramos muitos competidores e todo mundo queria surfar cada onda, então obrigado por isso também. Parabéns a todos os finalistas. Vocês são surfistas incríveis. Valeu demais pelo apoio ao longo da semana", diz Nadav Attar.

Huppatz campeã

Na final feminina, Isla Huppatz coroou uma semana impecável ao superar a compatriota Sierra Kerr e conquistar o primeiro título mundial júnior da carreira.

Campeã da região Austrália/Oceania, a australiana de 18 anos foi o grande destaque da competição desde a estreia, quando registrou a maior nota individual do evento, um 9,00, e manteve alto nível até a decisão.

" Eu sinceramente não consigo acreditar, isso é loucura! Meu Deus, quando começou a contagem regressiva, faltando uns cinco segundos, eu pensei: não vem mais nenhuma onda? comecei a me emocionar. Não dava para acreditar", comentou Isla Huppatz.

Vice-campeã, Sierra Kerr também deixou sua marca. A australiana chegou à final após um período afastada das competições por questões de saúde, incluindo o diagnóstico de doença de Lyme, e protagonizou uma das histórias mais fortes do campeonato ao voltar ao mais alto nível em sua primeira competição completa desde o afastamento.

Domínio australiano

Com os títulos de Huppatz e Henry, a Austrália reforça seu ótimo momento na base. Dos oito semifinalistas do campeonato, cinco eram australianos, confirmando a força do país na formação de talentos e no trabalho de longo prazo com suas categorias de base.

Além do prestígio esportivo, os campeões garantiram vagas importantes para a temporada 2026 do Challenger Series, a divisão de acesso à elite do surfe mundial, encerrando o Mundial Júnior não apenas como campeões, mas já dando um passo concreto rumo ao próximo nível da carreira.