(UOL/FOLHAPRESS) - Harry Massis Júnior, presidente do São Paulo, voltou a sinalizar positivamente a ex-opositores de Julio Casares e loteou alguns cargos estratégicos à base aliada.

REESTRUTURAÇÃO

A reportagem apurou que quatro principais nomes ganharam posições na gestão: Miguel Sousa, coordenador da antiga oposição, será nomeado diretor-adjunto do social; conselheiros críticos de Casares, Flavio Marques e Dáurio Speranzini serão assessores financeiros; por fim, Caio Forjaz, outro opositor reconhecido, ganhou posto de assessor jurídico.

A reportagem conversou com fontes ligadas ao presidente Massis, e a palavra é de que os quatro foram muito importantes para o processo de impeachment que culminou na renúncia de Casares.

As nomeações servem como novas sinalizações à antiga base crítica a Casares, que passou a compor junto ao atual presidente.

A primeira sinalização aconteceu há cerca de duas semanas, quando Massis acertou as saídas de Marcio Carlomagno, ex-superintendente geral, e do ex-diretor do social, Antônio Donizete Gonçalves, conhecido como Dedé. Ambos eram considerados muito próximos de Casares.

Outra mais recente e bem recebida pelos aliados foi a demissão do ex-diretor de comunicação do clube, José Eduardo Martins ?também com nome ligado à gestão anterior.

PRESSÃO POR 'LIMPA'

O UOL revelou que conselheiros de oposição a Casares pedem a Massis a demissão de vários diretores e gerentes remunerados. Executivo de futebol, Rui Costa está sendo poupado neste primeiro momento.

Dentre os alvos dos oposicionistas, estavam Dedé, Carlomagno e Martins.

A avaliação é de que Massis deveria realizar 'uma limpa' nos departamentos do clube, como uma forma de se descolar da gestão afastada.