SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Com um pé no Brasil, o 2 de Mayo, do Paraguai, faz sua estreia na Libertadores na noite desta quarta-feira (4), contra o Alianza Lima, pela primeira fase preliminar. Mas tudo isso só é possível porque o seu algoz no ano passado foi rebaixado.

SORTE DE VICE?

O 2 de Mayo foi vice-campeão da Copa Paraguai. A equipe foi derrotada pelo General Caballero na decisão do ano passado e, pelo regulamento, não iria à Libertadores em condições normais. Somente o campeão se qualifica à Pré-Libertadores.

Mas este não foi um ano comum. O General Caballero havia sido rebaixado no Campeonato Paraguaio e, por isso, não estava apto a disputar a Libertadores, ainda que tivesse sido campeão da Copa Paraguai. Desta forma, a vaga ficou com o 2 de Mayo, modesto time da cidade de Pedro Juan Caballero e que nunca conquistou um título de alto escalão no país.

O 2 de Mayo é um time quase brasileiro. A relação se dá porque a cidade de Pedro Juan Caballero faz limite com Ponta Porã (MS) e é parte da fronteira entre Brasil e Paraguai. Em alguns jogos, o time conta com o apoio de torcedores brasileiros da região.

O estádio do clube é o Rio Parapití e tem capacidade para 25 mil pessoas. Ele fica localizado a cerca de 2,5 km da fronteira com o Brasil. É nele que o 2 de Mayo recebe o Alianza Lima, nesta quarta-feira (4), às 21h30 (de Brasília), pelo jogo de ida da primeira fase da Libertadores.

HISTÓRIA DO 2 DE MAYO

O 2 de Mayo não foi fundado em 2 de maio. O clube foi criado em 6 de dezembro de 1935 e é conhecido como Gallo Norteño devido à localização mais ao norte no Paraguai.

O nome é uma homenagem ao Regimento 2 de Mayo, composto pelos combatentes que estiveram na Guerra do Chaco. Alguns veteranos, inclusive, foram os fundadores do clube.

Os títulos são poucos. O 2 de Mayo tem duas taças da terceira divisão (2011 e 2017) e uma conquista na Série B do Paraguai (2005). A nível continental, disputou somente a fase preliminar da Sul-Americana no ano passado, mas foi eliminado pelo Guarani-PAR.