SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Se há um novo papa, há Seattle Seahawks no Super Bowl da temporada. Pelo menos é nisso que a torcida do time se apega, e a "superstição" se repetiu neste ciclo: neste domingo (8), a equipe enfrenta o New England Patriots na decisão da NFL, às 20h30 (de Brasília), no Levi's Stadium, em Santa Clara, na Califórnia.

AMULETO?

Os Seahawks foram ao Super Bowl quatro vezes na história. Delas, três vieram na temporada em que houve uma mudança no líder da Igreja Católica.

Tudo começou em 2005. Bento 16 foi eleito, e os Seahawks chegaram ao Super Bowl seguinte, mas o final não foi feliz: a equipe foi derrotada pelo Pittsburgh Steelers por 21 a 10.

O cenário foi diferente após o papa Francisco ser eleito em 2013. Na edição seguinte do Super Bowl, os Seahawks amassaram o Denver Broncos por 43 a 8 e conquistaram seu primeiro título da NFL.

Agora foi a vez de Leão 14 dar "sorte" aos Seahawks. Após a eleição do novo papa, a equipe de Seattle fechou a temporada com a melhor campanha na sua conferência e eliminou San Francisco 49ers e Los Angeles Rams para chegar ao Super Bowl contra os Patriots.

A única exceção ao longo da história foi em 2015, justamente quando os Seahawaks enfrentaram o mesmo New England Patriots no Super Bowl. Naquele ano não houve mudança no papado e muito menos título para Seattle, que foi derrotado por 28 a 24.

Apesar de estadunidense, Robert Francis Prevost, o papa Leão 14, não tem um time do coração na NFL. Ele prefere beisebol e é fã do Chicago White Sox, além de já ter demonstrado interesse em tênis.

TRAUMA CONTRA OS PATRIOTS

A derrota em 2015 deixou um trauma na torcida dos Seahawks. A equipe foi derrotada pelo New England Patriots em um jogo emocionante e decidido por uma interceptação de passe na linha de uma jarda faltando 22 segundos para o fim.

O touchdown naquela jogada faria os Seahawks passarem à frente no placar e ficarem muito perto do título, o seu segundo consecutivo. O quarterback Russell Wilson optou por lançar a bola para Ricardo Lockette, mas o defensor Malcolm Butler ficou com a bola. A jogada é considerada uma das mais impactantes da história da NFL.

A decisão pela jogada é contestada e lembrada até neste sábado (7). Isso porque os Seahawks contavam com Marshawn Lynch, um dos corredores mais fortes da história da NFL e um dos principais nomes daquele time.

Os Seahawks voltaram aos playoffs mais algumas vezes depois daquele jogo, mas sem chegar ao Super Bowl. A esperança é agora, com o quarterback Sam Darnold. A temporada é a melhor em aproveitamento do time nos últimos anos. Foram 14 vitórias e só três derrotas na temporada regular, além dos dois triunfos nos jogos dos playoffs até aqui.