SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na próxima terça-feira (31), com o encerramento das últimas disputas da repescagem, serão definidas todas as seleções que disputarão a Copa do Mundo de 2026. Até o momento, 42 vagas estão preenchidas, e restam apenas seis para completar a maior edição da história do torneio. Enquanto alguns países ainda lutam para carimbar seus passaportes, mais de 70% dos classificados já lançaram seus uniformes oficiais para a competição.

Assim como nos últimos Mundiais, três gigantes do setor de materiais esportivos dominam as camisas: a Nike, a Adidas e a Puma. Desta vez, pelo menos por enquanto, a Adidas assumiu a dianteira como a maior fornecedora para seleções, com 13 equipes, contra 11 da Nike e 10 da Puma.

Na Copa do Mundo do Qatar, a última com o formato de 32 países, a fabricante dos Estados Unidos liderou com 11 camisas. A Adidas produziu sete, e a Puma, seis.

Dos 42 países que já garantiram vaga para a edição na América do Norte, 34 apresentaram suas camisas, e apenas o Equador tem um parceiro distinto, a empresa equatoriana Marathon.

Com os modelos apresentados até o momento, é possível identificar uma tendência de camisas número 1 com cores e formatos tradicionais de cada país, sendo o uniforme número 2 reservado para modelos que fogem de padrões estabelecidos.

A seleção brasileira é um bom exemplo. Enquanto a camisa principal mantém a cor amarela, com um tom "canário", conforme descrito pela Nike, o modelo número 2 tem o azul e ousa ao adicionar o preto, inédito no manto brasileiro. A combinação é fruto da parceria entre a CBF e a Jordan, marca do ex-jogador de basquete Michael Jordan ligada à Nike.

Se a ideia foi ousar no manto secundário, a proposta da camisa amarela foi reforçar tradições. "Claro que é legal poder experimentar com coisas diferentes, mas, nessa altura, a gente queria fazer algo que filtrasse para o que é mais fundamental, o que é mais Brasil. A cor, a bandeira e esses detalhes que os brasileiros podem identificar", disse a designer brasileira Rachel Denti, que participou do processo de criação.

"O Brasil é o Brasil, não precisa de muita coisa para ser Brasil. Ele é fácil de ser identificado. Quando você vê a amarelinha, você sabe que é o Brasil", acrescentou.

A camisa amarela será utilizada pela primeira vez no amistoso contra a Croácia, marcado para o dia 31, nos Estados Unidos. Antes, a seleção vai enfrentar a França, no dia 27, com sua nova camisa azul. Tanto os croatas quanto os franceses também vestem uniformes produzidos pela Nike.

Embora Nike, Adidas e Puma vistam mais de 80% das 42 seleções já classificadas, há um bloco que foge ao domínio das gigantes. Nesse grupo, predominam marcas regionais e de menor escala, com poucas exceções, como o caso da Kappa, que patrocina a Tunísia, e a Reebok, que veste o Panamá.

Também aparecem nesse grupo marcas que fazem parte da chamada "segunda prateleira" da Europa, como Kelme, parceira da Jordânia, e Jako, fornecedora do Uzbequistão.

SELEÇÕES CLASSIFICADAS PARA A COPA DO MUNDO E SEUS FORNECEDORES

ÁSIA

- Arábia Saudita - Adidas

- Austrália - Nike

- Coreia do Sul - Nike

- Irã - Majid

- Japão - Adidas

- Jordânia - Kelme

- Qatar - Adidas

- Uzbequistão - Jako

AMÉRICA DO SUL

- Argentina - Adidas

- Brasil - Nike

- Colômbia - Adidas

- Equador - Marathon

- Paraguai - Puma

- Uruguai - Nike

EUROPA

- Alemanha - Adidas

- Áustria - Puma

- Bélgica - Adidas

- Croácia - Nike

- Escócia - Adidas

- Espanha - Adidas

- França - Nike

- Holanda - Nike

- Inglaterra - Nike

- Noruega - Nike

- Portugal - Puma

- Suíça - Puma

AMÉRICA DO NORTE

- Canadá - Nike

- Estados Unidos - Nike

- México - Adidas

- Curaçao - Adidas

- Panamá - Reebok

- Haiti - Saeta

ÁFRICA

- África do Sul - Adidas

- Argélia - Adidas

- Cabo Verde - Tempo

- Costa do Marfim - Puma

- Egito - Puma

- Gana - Puma

- Marrocos - Puma

- Senegal - Puma

- Tunísia - Kappa

OCEANIA

- Nova Zelândia - Puma