SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A possibilidade de Harry Massis Júnior disputar a eleição presidencial no fim do ano deixou de ser descartada nos bastidores do São Paulo.

Embora o dirigente sustente publicamente que não pretende concorrer, interlocutores da gestão já admitem uma reavaliação do cenário diante da pressão interna. O motivo é a falta de nomes.

O movimento não parte do próprio presidente. A articulação para que Massis considere a candidatura vem de setores da situação.

O principal motivo é a falta de alternativas circulando na situação. A avaliação é de que a ausência de um candidato natural acaba fortalecendo a presença de Massis no debate, mesmo contra a sua própria disposição declarada desde que assumiu o cargo, após o processo de impeachment e posterior renúncia de Casares.

"Não, de jeito nenhum (serei candidato). Dia 31 de dezembro eu quero entregar o cargo. Não sou candidato, não sou político, não vou fazer política. Eu vou pensar só no São Paulo Futebol Clube. Eu quero unir todos em prol do São Paulo Futebol Clube. Não falo em política, não vou falar em política. Eu quero terminar o mandato de uma forma melhor e deixar, se for o caso, um legado para o pessoal", disse Massis, em janeiro, ao BandSports.

Apesar disso, o momento é de cautela. Com cerca de oito meses até a eleição, o entendimento é de que qualquer definição agora seria precipitada.

À reportagem, fontes destacam fatores concretos que ainda pesarão nesse cenário: o desempenho do time na temporada, o ambiente político e a forma como a diretoria conduz pautas sensíveis no Conselho Deliberativo.

Até por isso, no dia a dia, o foco ainda é outro. A diretoria concentra esforços em temas considerados prioritários, como a renovação do contrato com a New Balance, novos acordos de patrocínio e empréstimos que dependem de aprovação interna. Ainda não há uma articulação formal em torno de uma candidatura.