RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Mesmo com o irmão à frente do Big Brother Brasil, na Globo, há cinco anos, Oscar Schmidt (1958-2026) não acompanhava o programa com frequência. No dia de sua morte, uma entrevista concedida em 2022 voltou a circular nas redes sociais. Nela, o ex-jogador foi sincero ao comentar o reality show apresentado por Tadeu Schmidt. "Não assisto, não. Vejo raramente para ver meu irmão. É o tipo de programa de que eu não gosto. Gosto de programa melhor", disse.

O ídolo do basquete ainda deu uma alfinetada nos participantes da atraçãoa. "Eu assisto muito ao National Geographic, onde tem o Richard Rasmussen e os animais. Prefiro ver esse tipo de programa, que é um documentário. Os animais não estão pensando em fama", afirmou.

Na mesma entrevista, Oscar elogiou o profissionalismo do irmão e brincou sobre a inversão de reconhecimento entre os dois. "Antes ele era meu irmão, agora eu sou irmão dele. Não tem jeito, hoje ele está num farol gigantesco, e o Tadeu está todo dia! Ele é famoso, tenho um orgulho danado", declarou. Tadeu Schmidt chamava o irmão de "ídolo".

"Ele se fez sozinho. Claro, sempre tem alguém que dá uma mão, mas quase sozinho ele se construiu na Globo. Por isso está apresentando o BBBr. Não tinha outra pessoa para apresentar", completou lembrando que Tadeu entrou no lugar de Tiago Leifert.

Conhecido como "Mão Santa", Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, nesta sexta-feira (17). Maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos no basquete, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), que divulgou nota oficial. A unidade informou que prestou toda a assistência necessária e acolheu os familiares.

Em comunicado, a família destacou a luta de 15 anos do ex-atleta contra um tumor cerebral. Ele deixa a mulher, Maria Cristina, e dois filhos, Filipe e Stephanie.