RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - A CBF investiu R$ 80 milhões a mais na seleção brasileira em 2025 na comparação com 2024.

E isso inclui os salários da comissão técnica de Carlo Ancelotti e a contratação de serviços ligados à equipe.

Segundo o balanço da entidade, a CBF atingiu R$ 281 milhões destinados à seleção principal masculina. Em 2024, essa linha ficou em R$ 201 milhões.

Os gastos com pessoal foram de R$ 57,8 milhões para R$ 63,7 milhões.

No item "serviços contratados", o salto foi de R$ 60,7 milhões em 2024 para R$ 154,4 milhões em 2025.

Isso tem a ver com a contratação de Ancelotti, que recebe salário maior do que Dorival Júnior. O brasileiro ficou no cargo até março, mas recebeu o valor correspondente ao ano inteiro.

O italiano e sua comissão chegaram ao fim de maio. Mensalmente, Ancelotti recebe R$ 5 milhões da CBF.

Mas a contratação de muitos profissionais da seleção é feita em forma de convocação ou contrato de prestação de serviço.

"Os custos com seleções compreendem todos os dispêndios incorridos pela CBF para a operação, preparação e participação das equipes nacionais em competições oficiais e jogos de preparação realizados ao longo do exercício. Incluem remuneração e encargos da comissão técnica e das delegações, despesas de deslocamento (passagens aéreas e terrestres), hospedagem, alimentação, contratação de serviços especializados e demais itens necessários ao funcionamento das seleções", diz trecho das notas explicativas do balanço da CBF.

E AS OUTRAS?

Nas seleções de base masculinas, a CBF também investiu mais em 2025, na comparação com 2024. O salto foi de R$ 26,9 milhões para R$ 44,7 milhões no ano.

Nas seleções femininas, houve redução de gastos, caindo dos R$ 116,4 milhões em 2024 para os R$ 94,2 milhões em 2025.

Ao todo, a CBF investiu R$ 420 milhões em seleções (masculinas e femininas) no ano passado, um salto na comparação com os R$ 344,6 milhões de 2024.

A entidade fechou 2025 com um déficit de R$ 182,4 milhões, mas alega que aumentou o investimento no futebol, precisou computar um adiantamento feito na gestão anterior em relação ao contrato da Nike e pagou uma indenização de R$ 80 milhões após briga judicial envolvendo o Icasa.