RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Alex Zanardi, ex-piloto de Fórmula 1 e campeão paralímpico, morreu nesta sexta-feira (1º), 32 anos após Ayrton Senna, de quem o italiano era fã.

Zanardi, em entrevista em 2020, apontou Senna como "grande modelo" e lembrou que fez uma espécie de previsão quando o brasileiro estreou na Fórmula 1, pela equipe Toleman-Hart, na temporada de 1984.

"Ayrton foi um grande modelo para mim. Eu tive a sorte de conhecê-lo quando ele estava encerrando sua carreira no kart. Ele estrearia depois no campeonato de Fórmula Ford, na Inglaterra. Eu era um garoto, tinha acabado de comprar um kart e lembro que fui ver o campeonato mundial. Em suma, me apresentaram a ele, mas eu sabia muito bem quem era Ayrton, ele já era muito bem considerado. E, anos depois, tive a sorte de seguir a carreira dele", disse Zanardi, ao "Bola da Vez", da ESPN.

"Lembro que, quando fui à escola, ele tinha assinado para correr com a Toleman, em 1984. Foi o primeiro dia de aula e eu falei para meus amigos: 'Este ano vocês vão ver esse cara: Ayrton Senna. Ele fará coisas incríveis na Toleman'. Todos me diziam 'Quem é esse? Os fortes são Mansell, Prost, Lauda'. Ninguém acreditava em mim. Aí houve o GP de Mônaco, embaixo da chuva. E ele na verdade deveria ter ganhado aquela corrida, mas foi como se tivesse ganhado. E, no dia seguinte na escola, meus amigos foram falar comigo: 'Você tem razão. Esse Senna realmente é um fenômeno'",

Ayrton Senna morreu em 1º de maio de 1994, após um acidente no Circuito de Ímola.

Zanardi, nos últimos anos, convivia com sequelas de um grave acidente que sofreu em 2020, quando, durante uma prova de handbike (bicicleta de mão), chocou-se com um caminhão

VITÓRIA NOS JOGOS RIO-2016

Zanardi sofreu um acidente em setembro de 2001, já na Indy/CART ?após pit-stop, perdeu o controle, rodou e foi atingido pelo carro de Alex Tagliani?, e perdeu as pernas.

O italiano se recuperou e se tornou atleta paralímpico de handbike. Ele conquistou seis medalhas em Jogos Paralímpicos, com quatro ouros e duas pratas.

Parte destas conquistas aconteceu nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, quando levou dois ouros e uma prata.

Minha relação com o Brasil é louca. Quando anunciaram que o Parque Olímpico seria construído no antigo Autódromo de Jacarepaguá, pensei: 'Amei aquele lugar. Sempre fui rápido lá. Mas, por alguma razão, não venci uma corrida'. Era hora de voltar e ganhar Zanardi, ao Extra