SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Ex-técnico da seleção de Portugal, Felipão avalia que Cristiano Ronaldo não era como Messi ou Ronaldinho, mas buscou alternativas e "se fez craque".
O brasileiro fez elogios a CR7, que em 2026 vai disputar a quinta Copa do Mundo, e apontou: "coração maravilhoso".
"Cristiano nunca foi um craque como Messi ou Ronaldinho. Ele se fez craque, buscou alternativas. Messi, Ronaldinho, Rivaldo, Ronaldo, Maradona... Ele sabe onde a bola vai estar. Se a bola está lá, ele já sabe. Nem precisa olhar. O Cristiano não. Cristiano foi um jogador que foi atrás de situações para se fazer craque. E hoje, mais do que nunca, está com 40, 41 e vai a mais uma Copa do Mundo por causa da sua essência, sua vontade e dedicação. É um coração maravilhoso", disse Felipão, ao canal DSports
Comandante do penta, em 2002, Felipão ainda não acredita que Neymar esteja totalmente descartado por Carlo Ancelotti para o Mundial deste ano.
"Não acho que seja uma etapa definida. Acho que o Ancelotti ainda está observando os jogos que o Neymar vem fazendo neste momento porque ainda temos uns 40 dias para a Copa, uma série de coisas... E também jogadores que se lesionaram, quais as vagas que se abriram. Acredito que o técnico da nossa seleção vai estudar para ver se precisa desse jogador em determinada posição, o que pode fazer ou não, para que a equipe possa ser a que ele idealizou", continuou.
O que mais ele falou
Treinador estrangeiro na seleção brasileira. "Eu gosto. Também já fui treinador em seleções estrangeiras e me receberam muito bem, me trataram muito bem. E a qualidade que o Ancelotti possui é excelente. A nacionalidade não quer dizer nada em termos de futebol. Temos de ser excelentes naquilo que fazer, e ele é excelente naquilo que faz. É uma pessoa espetacular. Não vejo situação alguma em que os técnicos brasileiros se sintam frustrados porque não são os técnicos da seleção. Já passamos em muitas seleções em outros países, fomos bem recebidos e trabalhamos bem".
Vinicius Júnior. "Não vejo como o principal para o Brasil. O principal para o Brasil é fazer como fez o técnico da Argentina, que colocou todo mundo em condições de entender que tinha um craque no time, o Messi. A bola chegando no Messi, vamos ter do Messi o melhor e vamos fazer o melhor para o Messi, e a Argentina foi campeã. O conjunto, o saber que tenho de trabalhar para que um possa ser o que vai fazer algo mais diferente, é mais importante que um jogador só. Esse jogador, sabedor das suas qualidades, tem de ajudar no momento em que é oportunizada a chance".
Momento da seleção antes da Copa: "Vejo que o Brasil encara a Copa do Mundo como situação diferente do que já enfrentou, porque é um treinador de nacionalidade diferente, maneira de trabalhar que modificou algumas coisas na seleção, mas temos de uma seleção que, dependendo dos cruzamentos, é uma seleção de respeito também e pode dar trabalho na Copa".
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