SÃO PAULO, SP (FOLHARPESS) - O Praia Clube de Uberlândia venceu o Minas Tênis Clube por 3 sets a 0 (29/27, 25/21 e 25/13) e conquistou a Superliga feminina de vôlei neste domingo (3), em um ginásio do Ibirapuera lotado, em São Paulo. Foi o terceiro título da equipe, também campeã nas temporadas 2017/18 e 2022/23.

A campanha da equipe vencedora não foi nada tranquila e pode ser personificada em uma figura: a levantadora Macris.

Uma das melhores em sua posição há, ao menos, uma década, ela não esteve em seu melhor nível técnico ao longo da fase classificatória. Foi até colocada no banco pelo técnico português Rui Moreira, que ganhou vaias da torcida por isso.

Macris, porém, cresceu ao longo do campeonato, assim como todo o conjunto praiano. Mesmo prejudicado por lesões e pela súbita aposentadoria da central Carol Gattaz, o time evoluiu. O fundo de quadra, com a líbero Natinha e a experiente ponteira Michelle, tornou-se o mais consistente da competição.

Na frente, a central campeã olímpica Adenízia, a ponta Payton Caffrey e a oposto Mongan Fingall eram muito eficientes. Tudo isso passando pelas mãos de Macris, apelidada de "Fada".

A evolução ficou evidente nos mata-matas, principalmente nos confrontos semifinais com o Sesi-Flamengo, líder da fase classificatória -o Praia foi quarto colocado.

Mesmo após esse triunfo, a final apresentava um desafio grande. O time ainda não havia vencido o Minas na temporada. Eram quatro jogos, quatro derrotas e apenas um set vencido. Nada disso pesou neste domingo.

Caffrey terminou como a maior pontuadora do confronto, com 15 pontos. Michelle foi eleita a melhor do jogo.

Como foi a final

O primeiro set foi definido por erros em momentos decisivos. Muito equilibrada até sua metade, a parcial começou a pender para o lado praiano por meio do sistema defensivo: saque e bloqueio.

Hillary Johnson, ponteira canadense do Minas, sofreu muito na recepção, comprometendo o jogo rápido da equipe. Sem conseguir pontuar trabalhando com bolas altas, o time de Belo Horizonte viu seu rival de Uberlândia abrir 20 a 16. A vantagem, porém, durou pouco.

Em uma passagem inspirada de Priscila Daroit pelo serviço, o Minas buscou o empate, e a disputa ficou ponto a ponto. Erros, porém, decidiram a parcial: um toque na rede da levantadora Julia Nowicka e uma invasão da central Júlia Kudiess deram o set para o Praia: 29 a 27.

A segunda parcial parecia diferente. O conjunto minastenista entrou muito agressivo e, aparentemente, mais consistente. O sistema ofensivo, passe e ataque, funcionava bem. Com isso, a equipe conseguiu abrir 14 a 10, nos embalos da enérgica central Thaísa, dona de dois títulos olímpicos, além de um bronze, e da onipresente líbero Nyeme.

O momento do time da rua Bahia, entretanto, durou pouco. Pelas mãos de suas ponteiras, Michelle Pavão e Payton Caffrey, o Praia fez oito pontos consecutivos para virar o set, fechado em 25 a 21.

O terceiro set era tudo ou nada para o Minas. A equipe do técnico italiano Lorenzo Pintus até começou bem e manteve o jogo igual até o 10 a 10, mas parou. Abusando de erros no ataque, o time assistiu o adversário abrir, abrir e abrir.

A comissão técnica minastenista pouco fez para mudar o cenário. Tentou apenas trocar a levantadora Nowicka por Fran, que abusou de bolas baixas para Thaísa. A oposto russa Mariia Khaleyskaya não era eficiente, as ponteiras só largavam. No fim, 25 a 13 e o terceiro título da Superliga para o Praia Clube de Uberlândia.