RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Empatar em casa com o Santos pode ter sido ruim, mas os resultados da rodada amenizaram os efeitos do tropeço do Palmeiras.
Em um fim de semana no qual o líder não venceu, os outros cinco perseguidores mais próximos na classificação do Brasileirão seguiram o exemplo.
Com isso, a distância que o Palmeiras tinha, se não aumentou, pelo menos ficou a mesma coisa.
Ninguém do antigo G6 (que agora é G5) venceu na rodada. E mais: houve empates em jogos que tinham um vencedor até o último lance.
Aconteceu com o Flamengo, que poderia ter ficado quatro pontos atrás do Palmeiras, com um jogo a menos e um confronto direto por vir.
Aconteceu com o São Paulo, que viu o Bahia ?o sexto colocado? reagir e também buscar um 2 a 2 no apagar das luzes.
"É frustrante por todo o contexto da partida", resumiu o técnico são-paulino, Roger Machado.
No caso do Fluminense, o tombo foi maior: perdeu para o Internacional no Beira-Rio por 2 a 0.
"Estamos em um momento vulnerável, difícil pelo calendário e porque não conseguimos resultados que gostaríamos. E estamos vulneráveis porque não convertemos as nossas oportunidades. Estamos em um momento do calendário que não queríamos passar por isso, mas estamos passando", analisou o técnico do Fluminense, Luís Zubeldía.
Para completar a lista, o Athletico-PR ficou no 0 a 0 com o Grêmio.
Do líder Palmeiras ao sexto, Bahia, a distância é de 11 pontos, após a 14ª rodada.
O aproveitamento palmeirense está em 78%. Olhando para o cenário macro, foi uma rodada a menos para ser alcançado, mesmo empatando.
A médio prazo, não é absurdo projetar, pela lógica de resultados e confrontos adiante, que o Palmeiras seguirá líder até o fim de maio, quando haverá a pausa para a Copa do Mundo.
Os quatro jogos que o time de Abel tem pela frente são contra Remo, Cruzeiro, Flamengo e Chapecoense.
