RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Palmeiras e Santos foram denunciados pela procuradoria do STJD por conta dos episódios no clássico de sábado (2), pelo Brasileiro, no ex-Allianz Parque, agora Nubank Parque.

No caso do Palmeiras, o mandante, a acusação é pela invasão de um torcedor pintado de verde e fantasiado de Hulk.

Em relação ao Santos, a denúncia é por conta do atraso na chegada ao estádio, que teve efeito dominó no protocolo e início da partida.

PERDA DE MANDO?

O caso relativo ao palmeirense foi enquadrado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punição a quem "deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir invasão do campo".

O clube pode ser multado em até R$ 100 mil. O artigo abre brecha para perda de mando de campo, caso os julgadores entendam que a desordem foi de "elevada gravidade".

"Houve efetiva repercussão sobre a dinâmica da partida, com atendimento médico, entrada de ambulância e paralisação do jogo. A invasão por torcedor mandante revela falha relevante no dever de organização, segurança, prevenção e resposta operacional do clube responsável pela praça desportiva", apontou um trecho da denúncia assinada pelo procurador Tairone Messias.

MULTA MAIS PESADA POR ATRASO

No caso do Santos, a proposta da procuradoria é punir o clube com uma multa mais pesada do que a que está prevista no artigo 206, dispositivo normalmente usado para tratar atraso de jogo.

A argumentação do órgão é que o Santos desrespeitou o regulamento com uma sucessão de situações que gerou, por exemplo, a imagem apenas do time do Palmeiras perfilado durante o Hino Nacional.

Com o enquadramento no artigo 191 do CBJD, o clube pode levar uma multa de até R$ 100 mil.

Conforme ofício da Polícia Militar, o Santos informou previamente à PM que a delegação sairia às 16h20 do Hotel Grand Mercure São Paulo Ibirapuera. Contudo, ao chegarem ao local indicado às 15h50, as equipes policiais foram informadas pela recepção de que a delegação santista não se encontrava hospedada naquele endereço.

Segundo consta na denúncia, "o mesmo documento registra que a escolta precisou realizar sucessivas tentativas de contato com os responsáveis indicados pelo clube, tendo obtido êxito apenas às 16h07, quando foi informada de que a delegação, na realidade, encontrava-se no Hotel Grand Mercure São Paulo Vila Olímpia. As equipes policiais deslocaram-se ao novo local, chegaram às 16h15, acompanharam o embarque, concluído às 16h45, e conduziram a delegação ao Allianz Parque, com chegada às 17h24, isto é, com 1h06 de antecedência em relação ao horário previsto para o início da partida. O ofício é categórico ao afirmar que não foram registradas intercorrências durante o trajeto".

O julgamento deve ser agendado para esta semana.

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