SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Com a classificação bem encaminhada na Libertadores, o Corinthians pretende chegar da melhor forma possível até a pausa para a Copa do Mundo.

O período será decisivo para o clube definir o planejamento e as prioridades esportivas para o segundo semestre.

O Timão ainda terá sete jogos antes da paralisação: quatro pelo Campeonato Brasileiro, dois pela Libertadores e um pela Copa do Brasil.

A reportagem apurou que, neste momento, a prioridade é somar o máximo possível de pontos no Brasileirão, não apenas para se afastar da zona de rebaixamento, mas também para construir uma condição mais competitiva até a pausa.

Ainda assim, internamente existe o desejo de encerrar a fase de grupos da Libertadores com uma das melhores campanhas. A vantagem de decidir em casa os confrontos de mata-mata é considerada um fator valioso.

PRIORIDADES DEFINIDAS

Durante a paralisação, a comissão técnica se reunirá com o departamento de futebol e a diretoria para desenhar o calendário até o fim da temporada dentro das condições de competitividade da equipe.

Nos bastidores, o título do Campeonato Brasileiro é tratado como pouco viável, principalmente pela vantagem construída por Palmeiras e Flamengo e pelo elenco considerado mais robusto das duas equipes rivais. Assim, no Corinthians, a avaliação é de que as maiores chances de título estão nas competições eliminatórias.

Apesar disso, o desempenho da equipe em maio é visto como crucial para elevar as perspectivas no segundo semestre. Ainda que a conquista do Brasileirão seja considerada improvável, uma sequência positiva até o fim do mês é tratada como plausível e fundamental para afastar o risco de luta contra o rebaixamento e permitir objetivos mais ambiciosos na competição nacional.

É justamente a partir desse cenário que o Corinthians pretende desenhar o planejamento e definir prioridades para a sequência da temporada. A gestão do elenco também será baseada nessa leitura.

Fernando Diniz não pretende poupar jogadores para priorizar competições, mas sabe que precisará fazer isso em determinados momentos. Quando isso acontecer, a definição clara das prioridades será considerada essencial internamente.

GESTÃO DE ELENCO

As discussões durante a pausa também envolverão outros cenários de planejamento, já que será nesse período que Diniz terá maior noção do elenco que terá à disposição para o restante da temporada ? especialmente em relação ao futuro de Memphis Depay. Além disso, é esperada movimentações com possíveis chegadas e saídas de atletas.

A preocupação com o calendário entre abril e maio foi tão grande que teve impacto direto na manutenção de Dorival Júnior durante a Data Fifa no fim de março, mesmo com a diretoria já sem convicção no trabalho do treinador. A ideia era que Dorival utilizasse o período sem jogos para reoxigenar a equipe e sustentar o trabalho até a Copa do Mundo, o que não aconteceu.

EFEITO DINIZ

A troca de comando, portanto, ocorreu mesmo diante do temor interno sobre os impactos no planejamento da temporada. A sequência de sete vitórias em nove jogos sob o comando de Fernando Diniz, porém, trouxe maior tranquilidade nos bastidores.

Na avaliação interna, a campanha do Corinthians na Libertadores ?construída integralmente sob o comando de Diniz? é considerada acima das expectativas. Além disso, a situação na Copa do Brasil é vista com confiança após a vitória, ainda que mínima, sobre o Barra (SC), no jogo de ida da quinta fase.

Já o desempenho no Campeonato Brasileiro é atribuído, internamente, ao planejamento considerado equivocado da comissão técnica anterior, liderada por Dorival Júnior. Na visão da diretoria, o treinador deixou de priorizar partidas do Brasileirão no início da temporada, período em que a competição era disputada simultaneamente ao Campeonato Paulista.

A leitura da direção é de que, caso Fernando Diniz mantenha o atual aproveitamento na sequência do Brasileirão, o Corinthians deixará de conviver com o risco de rebaixamento e passará a disputar objetivos mais ambiciosos na competição nacional.