(UOL/FOLHAPRESS) - A elite do surfe mundial se prepara para um capítulo inédito a partir da noite desta quinta-feira (no horário de Brasília), com a abertura da janela da etapa de Raglan, na Nova Zelândia. Pela primeira vez na história, o pico de Manu Bay recebe o Circuito Mundial da WSL -e o momento não poderia ser mais simbólico para o Brasil.
Pela primeira vez, o país chega liderando simultaneamente os rankings masculino e feminino, com Gabriel Medina e Luana Silva vestindo a lycra amarela na quarta etapa da temporada.
No masculino, o domínio brasileiro vai além da liderança. A chamada Brazilian Storm vive uma de suas fases mais consistentes dos últimos anos: quatro surfistas aparecem entre os seis primeiros do ranking.
Além de Medina no topo, Miguel Pupo é o terceiro colocado, Samuel Pupo ocupa a quinta posição, e Yago Dora, atual campeão mundial, fecha o grupo na sexta colocação.
No feminino, Luana Silva, única representante do país, chega embalada por uma sequência sólida de resultados, que a colocou na liderança do ranking e reforça o protagonismo brasileiro também entre as mulheres.
ESTREIA EM RAGLAN
A etapa marca a estreia de Raglan no calendário do CT, justamente no ano em que a WSL celebra 50 anos do Circuito Mundial. Localizada na costa oeste da Nova Zelândia, a região é um dos destinos mais icônicos do surfe, eternizada no clássico filme The Endless Summer, de 1966.
O evento será realizado em Manu Bay, uma das três seções principais do point break local, ao lado de Indicators e Whale Bay. A onda é uma longa esquerda de performance, conhecida por suas linhas extensas e parede limpa, que permite múltiplas manobras ao longo da mesma onda.
Além do potencial para manobras, Manu Bay também pode oferecer tubos em dias maiores, graças a uma bancada de pedra que cria uma seção mais crítica logo no início da onda, antes de ela abrir e seguir "correndo" pela baía.
A escolha do pico atende a um antigo pedido de surfistas goofies (aqueles que surfam de pé direito atrás), já que etapas com predominância de direitas vinham sendo maioria no Tour.
BATERIAS DEFINIDAS
Ao contrário do que vinha acontecendo até essa etapa, todos os brasileiros vão estrear no segundo round da competição.
Masculino
Bateria 3: Gabriel Medina x Eli Hanneman ou Oscar Berry
Bateria 4: Filipe Toledo x João Chianca
Bateria 8: George Pittar x Alejo Muniz
Bateria 9: Yago Dora x Luke Thompson ou Tom Butland
Bateria 11: Samuel Pupo x Cole Houshmand
Bateria 12: Leonardo Fioravanti x Mateus Herdy
Bateria 13: Italo Ferreira x Seth Moniz ou Ramzi Boukhiam
Bateria 16: Miguel Pupo x Callum Robson
Feminino
Bateria 3: Luana Silva x Tyler Wright ou Francisca Veselko
