SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O ex-atacante Romário avaliou que a seleção brasileira chega à Copa do Mundo sem um protagonista e com poucas chances de título. A entrevista foi concedida ao jornal Extra.
Romário colocou o Brasil atrás de cinco seleções mundiais. Ele disse que Argentina, Portugal, França, Espanha e Alemanha apresentam um futebol superior ao da equipe brasileira nesta sexta-feira (15).
Campeão em 1994, Romário diz sentir falta de um craque decisivo para o Mundial. Ele elogiou Raphinha e Vini Jr., mas ressaltou que o país só terá chances de título se o jogo coletivo funcionar.
No futebol, a gente fala através dos números. No Real Madrid, ele é protagonista. Mas, quando veste a camisa da seleção, ele é outro Vini Jr. Vai fazer 50 jogos e não tem nem dez gols (oito em 47 partidas). Então, não dá para esperar muita coisa. Tomara que ele reverta o que vem acontecendo até agora e que, quando bote a camisa amarela, aquela porra não pese muito nele. Porque a gente está precisando dele. Mas não o vejo como um cara que vai decidir alguma coisa. Não tem um jogador que eu fale: "pô, esse cara é f***". Romário, ao Extra
O senador aprova o trabalho do técnico Carlo Ancelotti. Ele disse que a presença do italiano à beira do campo impõe respeito e ajuda o elenco, minimizando a falta de experiência do treinador em seleções.
Endrick recebeu o voto de confiança para comandar o ataque. Romário escolheu o jovem como centroavante titular. "Sabe fazer gol e se coloca bem", completou.
APOIO A NEYMAR
Romário ainda defendeu a convocação de Neymar. Ele argumentou que o atacante do Santos impõe respeito mundialmente e tem o apoio do grupo de jogadores.
A situação de Neymar rendeu comparações com o passado do baixinho. O ex-jogador lembra que jogou lesionado em 1990 e no auge em 1994.
A Copa do Mundo é uma competição em que você tem que chegar 100% em todos os sentidos. Já passei pelos dois lados. Fui em 1990, quando não estava clinicamente e fisicamente no auge, pela ruptura do ligamento do tornozelo. E fui em 1994, no auge da minha carreira. O Neymar não vai estar tão ruim como eu estava em 1990, muito menos no auge como eu estava em 1994. Mas ele tem um diferencial: ainda é muito respeitado no futebol mundial. Não sei que tipo de relação existe dentro do grupo, mas, pelo que leio e ouço, os jogadores falam muito bem dele e o querem na seleção. Se é realmente isso, eu levaria o Neymar. Vai fazer bem para a seleção. E se não puder jogar o tempo todo, os minutos que puder jogar... ele é diferente. Romário
