SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - No ano em que o Paraguai volta a disputar uma Copa do Mundo, a Libertadores tem um artilheiro paraguaio. Com oito gols em cinco jogos, Alex Arce, do Independiente Rivadavia, leva nada mais do que o apelido de "Haaland paraguaio".

CONHEÇA ALEX ARCE

Arce é responsável por mais da metade dos gols do Rivadavia na Libertadores deste ano. Ao todo, a equipe foi às redes 12 vezes. Com os tentos dele e dos companheiros, o time já soma 13 pontos, garantiu o primeiro lugar no grupo do Fluminense e luta para ter a melhor campanha geral logo em seu ano de estreia no torneio.

A Libertadores é mais um exemplo de quão bom tem sido o desempenho de Arce nos últimos anos. De 2023 para cá, o atacante soma 85 gols marcados, mostrando que o apelido não é em vão.

Foi durante esse intervalo de três anos que o apelido surgiu. Mais precisamente, o paraguaio ganhou a alcunha enquanto jogava pela LDU, do Equador, entre 2024 e o começo de 2025. Por lá, foram 42 gols em 63 jogos.

Mas a carreira dele nem sempre foi assim. Arce estreou profissionalmente somente com 22 anos, no Cerro Porteño. Depois, ele se mudou para o Rubio Ñu, onde jogou a segunda divisão, mas sem destaque.

Arce chegou a virar vendedor ambulante. Durante o período da pandemia, o atacante trabalhou nesta área para ajudar a família e evitar problemas financeiros.

Na volta do futebol, ele foi jogar no Sportivo Ameliano, do Paraguai. Foi de lá que ele saiu para a primeira passagem pelo Independiente Rivadavia ?depois foi para a LDU e voltou à Argentina.

O auge da carreira vem justamente no ciclo que levou o Paraguai de volta à Copa após 16 anos. Convocado desde 2024, o atacante tem 14 jogos disputados pela Albirroja e tem um gol marcado. Existe uma grande possibilidade dele ser chamado para o Mundial. Na fase de grupos, a seleção encara Estados Unidos, Austrália e Turquia.

PARAGUAI EM ALTA

Os paraguaios estão em alta na Libertadores. Dos quatro principais artilheiros desta edição, três nasceram no país.

Arce lidera com oito, mas Carlos González (Ind. Del Valle) vem logo atrás, com seis. Melgarejo (Libertad) divide o terceiro lugar com o argentino Fydriszewski (Ind. Medellín).

Diferentemente de Arce, Melgarejo e Carlos González estão distantes do radar da seleção. O primeiro tem 35 anos e não joga pela Albirroja desde 2022. O segundo tem 33 e não é convocado desde 2023.