(UOL/FOLHAPRESS) - A numeração que será enviada pelo técnico Carlo Ancelotti para a Fifa (Federação Internacional de Futebol) no dia 1º de junho deve dar alguns indícios sobre o time titular da seleção brasileira na Copa do Mundo.

A principal dúvida é sobre a camisa 9. Richarlison e João Pedro foram os camisas 9 nos dez jogos com Ancelotti, mas não foram convocados.

Sem a dupla, Endrick e Igor Thiago estão na disputa, com Matheus Cunha correndo por fora.

Já a 10 deve retornar a Neymar mesmo que ele não esteja entre os titulares para a estreia, dia 13, contra o Marrocos.

Se confirmado com a 10, o meia atacante irá igualar o recorde de Pelé, único a vestir em quatro Mundiais pela seleção o icônico número consagrado por ele.

Contratado em maio do ano passado, Ancelotti alternou a camisa 10 nos dez jogos em que comandou a equipe.

Vinicius Junior recebeu o número em quatro duelos, mesma quantidade de Rodrygo. Já Raphinha foi o escolhido para as duas partidas restantes.

Com o retorno de Neymar, a dúvida parece resolvida. O jogador do Santos foi o 10 nas últimas três Copas do Mundo e deve repetir o feito no Mundial da América do Norte.

Dessa forma, Vinicius Junior volta a usar a 7, mesmo número que tem no Real Madrid, assim como Raphinha tem a 11 no Barcelona.

COMO É DEFINIDA A NUMERAÇÃO

A numeração da seleção para a Copa é definida pela comissão técnica e a diretoria de futebol da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Na última edição do Mundial, em 2022, a equipe chegou ao Catar sem grandes dúvidas. Tite era o técnico desde 2016 e já tinha um grupo consolidado ao longo dos anos, com a necessidade de apenas alguns ajustes na escolha das camisas.

"Muitos treinadores gostam de ver a equipe de 1 a 11. Então muita coisa se baseia no time que vai ser titular. Mas tem jogadores que gostam de algum número e a gente cedia. Eu, por exemplo, eu gostava da camisa 19 porque era 1+9 e dava 10. O Edilson gostava da 20", disse Juninho Paulista, coordenador da seleção brasileira na Copa de 2022.

Apesar de Ancelotti ter pouco tempo no cargo, muitos atletas já possuem uma história pela seleção e uma identificação com algum número específico. Sem mudanças no gol, Alisson deve ser o 1 e Weverton, o 12. Já Ederson prefere a 23.

"Nós já tínhamos um histórico de camisa dos atletas. Quando tinha algum número sobrando, os jogadores pediam. Se desse para atender, nós atendíamos, mas se não desse, eles entendiam. Nunca tivemos problema. O Ederson, por exemplo, gosta da 23", explicou Luis Vagner Vivian, gerente da seleção nos dois últimos Mundiais.