RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - De volta aos gramados em 19 abril após cirurgia no tendão de Aquiles realizada em janeiro, Saúl ainda não se sente plenamente recuperado no Flamengo. Cerca de 20 dias após entrevista a um veículo espanhol, o meia voltou a afirmar que segue com dores no calcanhar esquerdo operado.
APOSTA EM PAUSA DA COPA PARA VOLTAR 'ZERADO'
A primeira vez em que Saúl revelou que continua com incômodo foi para o "ABC Sevilla", da Espanha, em 7 de maio. Na última quarta-feira, após a vitória sobre o Cusco por 3 a 0, onde foi titular, voltou a dizer que ainda não se sente 100%.
Sim, ainda sim (sente dores), mas é uma coisa normal. A verdade é que, desde que estou de volta à equipe, posso jogar pouco tempo, não se treina bem e não me adapto. Necessito fazer um trabalho agora nas férias e na pré-temporada, e espero que, na volta, já possa encontrar meu melhor nívelSaúl, após vitória sobre o Cusco
Até aqui foram oito jogos na temporada sendo apenas dois como titular. São 222 minutos em campo, o que dá uma média de 27,7.
Ele ainda não fez gol, mas deu uma assistência logo em sua primeira partida do ano, na vitória por 2 a 0 sobre o Bahia. Sincero, admitiu que não vive seu melhor momento.
"Sei que ainda estou muito longe do meu nível, de me encontrar bem, mas a verdade é que tenho vontade de estar no campo, de estar com os companheiros. nesta quarta-feira (27) não sabia se ia poder jogar, nesta quinta-feira (28) me levantei melhor e eu e mister (Leonardo Jardim) conversamos e decidimos que, sim, era a oportunidade de jogar. É seguir trabalhando. Tenho a sorte que depois há uma parada para me preparar, para me encontrar bem e, quando voltar, estar em plenas condições e me colocar à disposição do treinador.Saúl, após vitória sobre o Cusco
CRITICOU GRAMADO DO MARACANÃ
Na entrevista ao jornal espanhol, Saúl criticou o gramado do Maracanã e o colocou como um dos fatores para as dores no calcanhar esquerdo. O meia, posteriormente, citou a questão como um problema, de modo geral, no Brasil.
Não estou acostumado e tem sido duro a nível mental e físico. Entrei e no meu primeiro toque na bola, assistência (contra o Bahia). Mas três dias depois, entrei no intervalo (contra o Vitória, na Copa do Brasil) e nosso campo (Maracanã) está muito ruim, muito duro. Para meu tendão é terrível. Passei muito mal no pós-jogo.
Há dias em que não pude treinar. Quando jogo em um campo duro, a dor sobe a oito, nove e me mata. Depois joguei em um campo sintético (Arena MRV), campos que não estão bem. O tema gramado estou levando mal porque não me sinto em ótimas condições para sentir que ajudo o time. Me encontro muito longe de um nível aceitável para mim.Saúl, ao "ABC Sevilla'
